Um grave acidente registrado nas primeiras horas desta sexta-feira, 13/2, elevou novamente os índices de mortes na rodovia BR‑101, nas proximidades de São José da Vitória, no Sul baiano a 471 km de Salvador. A sequência de colisões envolvendo caminhão, ambulância e caminhonete deixou três pessoas mortas e mobilizou equipes de resgate, transformando o trecho em um cenário de comoção e urgência.
A tragédia começou quando um caminhão que seguia do Rio de Janeiro para Recife apresentou falha mecânica. O motorista, Ryan, estacionou parcialmente entre o acostamento e a pista, tentativa desesperada de evitar algo pior. Pouco depois, uma ambulância que viajava de Teixeira de Freitas para Ilhéus não conseguiu frear a tempo e colidiu violentamente contra a traseira do caminhão.
O quadro, que já era crítico, tornou-se devastador minutos depois. A enfermeira Josiane Lima havia descido da ambulância para buscar ajuda quando uma caminhonete, conduzida por Walter Luís, de 62 anos, aproximou-se do local. Segundo relato do motorista, a iluminação traseira do caminhão gerou confusão visual, levando-o a acreditar que havia um veículo em ultrapassagem. Ao tentar desviar pelo acostamento, a caminhonete colidiu com o caminhão, atingiu a ambulância e atropelou a profissional de saúde, que morreu no local. O caminhoneiro sofreu apenas escoriações leves.
Dentro da ambulância, o impacto foi fatal para Eelson Júnior, médico que ocupava o banco dianteiro, e Felipe Bisco da Conceição, indígena que acompanhava um paciente durante a transferência. O paciente, João Cancela da Conceição, sobreviveu e recebeu atendimento de urgência, sendo encaminhado consciente ao Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna. O motorista da ambulância não sofreu ferimentos.
A Polícia Rodoviária Federal foi mobilizada às 4h20, isolando a área e controlando o tráfego parcialmente interditado, enquanto peritos do Departamento de Polícia Técnica realizaram os levantamentos necessários e removeram os corpos ao Instituto Médico Legal.
O episódio reacende o alerta sobre os perigos das paradas emergenciais em rodovias movimentadas, sobretudo em horários de baixa visibilidade, onde segundos de desatenção ou interpretações equivocadas podem transformar uma ocorrência mecânica em tragédia irreversível.
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