A tradição e a fé marcaram mais uma Sexta-feira da Paixão em Baixa Grande, reunindo fiéis desde as primeiras horas da manhã no Monte do Cruzeiro.
Como ocorre todos os anos, a movimentação começou ainda de madrugada. Por volta das 4h30, as portas da capela foram abertas, e os primeiros fiéis já iniciavam suas devoções: subindo as escadarias, acendendo velas e realizando as tradicionais sete voltas ao redor da capela.
Ao lado do esposo e de um casal vindo de Ruy Barbosa, Alda Queiroz destacou a importância desse momento de fé. “Subimos as escadarias, rezamos, acendemos velas no pé do altar e juntos demos sete voltas na capela”, contou.
Mesmo ainda criança, Havena também fez questão de participar da tradição ao lado das primas. “Rezei, acendi a luz e subi as escadas”, disse, demonstrando a continuidade da fé entre gerações.

Por volta das 6h da manhã, teve início a procissão da Via Sacra. Os fiéis percorreram 1 quilômetro e 100 metros entre a Igreja Matriz e a capela do Monte, realizando as 14 estações que relembram os passos de Jesus Cristo desde sua condenação até a crucificação no Gólgota.
O pároco do município, Fred Figueiredo, ressaltou o verdadeiro significado da data. Segundo ele, a Sexta-feira Santa não deve ser vista apenas como feriado, mas como um momento de reflexão sobre o sacrifício de Jesus e de união entre famílias e amigos.

Com 85 anos, Antônio Dias contou que participa da subida ao monte desde a infância. Para ele, a Sexta-feira Santa é a data mais importante do calendário católico.
Após a celebração, muitos fiéis seguiram para os cemitérios da cidade, mantendo outra tradição: levar flores e acender velas nos túmulos de parentes e amigos. A movimentação foi intensa tanto no antigo cemitério quanto no Cemitério Jardim do Paraíso, localizado no bairro Bela Vista.
Por: Ediomário Catureba














