(FOLHAPRESS) – Christa Pike, mulher condenada à morte nos Estados Unidos que sobreviveu a duas injeções letais está consciente e falando enquanto recebe tratamento médicos, afirmaram seus advogados nesta terça (6).
Pike, 50, recebeu duas injeções letais na noite da última quarta-feira (30) antes de ser transferida para um hospital —ele ficou em estado crítico. Foi a segunda execução malsucedida na Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend neste ano.
Ela foi condenada à morte na década de 1990 pelo assassinato de uma colega, Colleen Slemmer. Na época, Pike tinha 18 anos.
Após a falha na execução, os advogados de Pike reforçaram o pedido para que ela tivesse sua pena transformada em prisão perpétua e chamaram a execução de “tortura química”.
O governador do Tennessee, Bill Lee, que na segunda-feira antes da execução da pena havia rejeitado o pedido de clemência de Pike para comutar a condenação para prisão perpétua, determinou a suspensão das execuções previstas no estado até o fim do ano e uma investigação independente sobre a tentativa fracassada de quarta-feira.
“Não há ninguém que quisesse que o que ocorreu na noite passada acontecesse”, disse Lee, um republicano, a jornalistas. “É uma tragédia, e é profundamente perturbador para mim que isso tenha ocorrido neste estado. A população merece algo melhor, e vamos garantir que isso aconteça.”
O caso de Pike é uma raridade no país. Ela seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos.





