Decisão de acabar com do RP de várias profissionais é similar a desestimular ao brasileiro estudar

A MP (Medida Provisória), uma artimanha da legislação brasileira em razão da morosidade da Câmara dos Deputados e do Senado, que formam o Congresso Nacional, e um arma de plantão do podre poder, que acaba com o Registro Profissional de várias atividades profissionais, estampa claramente o descaso do governo de Jair Messias Bolsonaro com a qualidade Educação do país, único caminho de qualificar decididamente o cidadão e dar-lhe condição de melhorar de vida.

A MP n° 905/2019, extingue os Registros Profissionais como agenciador de propaganda, arquivista, artista, atuário, guardador e lavador de veículo, jornalista. publicitário, radialista, secretário, sociólogo, técnico em arquivo, técnico em espetáculo de diversões, técnico em segurança do trabalho e técnico em secretariado, uma decisão autoritária, elitista e retrógrada ao desprezar funções sociais tão importantes como as que foram mantidas, no casos as que têm Conselhos como advocacia, medicina, engenharias, serviço social, educação física, entre outros.

Será que o presidente e os familiares viveriam sem auxílio de atividades que não necessariamente precisam de nível superior de educação com Conselho?

Será que essas funções são menos importantes do que aquelas que precisam passar pela faculdade ou universidade?

Além de antipática e sorrateira por não ter dado publicidade quando anunciou  a ‘Carteira Verde Amarelo’, essa decisão do Sr. presidente da República demonstra que, apesar de se dizer diferente dos outros mandatários, pouco o diferencia dos demais, pois mantém no governo ministro suspeito de prática ilícita de captação de recursos nas eleições (os famosos laranjas), o filho mantinha vínculo com um consagrado laranja/rachadinha (que diz ter terminado depois do escândalo, e só por isso), quer incentivar o emprego e ao mesmo tempo tenta desqualificar atividades profissionais reconhecidas nacional e internacionalmente pelos povos o mundo, e no caso do rádio, da TV e do jornal, que goza de prestígio com grande parte da sociedade brasileira, independente da classe socioeconômica.

A nova minirreforma trabalhista cria carteira “Verde e Amarela” e a altera diversos itens da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), especialmente os relacionados a controle de jornada diária e trabalho aos fins de semana para o setor de comércio e serviços, o que também prejudica a categoria dos jornalistas profissionais.

Qualquer governo que queira fazer o Brasil crescer precisa reduzir a criminosa carga tributária que sangra o bolso de trabalhadores e empresários, fazer os poderosos BB e Caixa Econômica Federal cobrar juros abaixo dos gananciosos bancos privados e entender que basta de taxar produção e ignorar grandes fortunas, que praticamente não pagam impostos neste país que mais se assemelha a ‘paraíso das injustiças’.

O comunicador habilitado e registrado é aquele que, de forma imparcial e isenta (apesar das pressões econômicas, políticas e ameaças até de milícias), tenta levar informação à sociedade de forma aberta e gratuita.

A esperança é a Câmara dos Deputados e o Senado, ou o Congresso Nacional, perceber mais essa derrapada de Bolsonaro que não precisa de oposição, ele e a família mesmo fazem, ao menos isso, competentemente.

Yancey Cerqueira, Dr. h.c

Radialista DRT/BA 06