ACM Neto diz que DEM não discute impeachment de Bolsonaro

Apesar de repudiar as falas de Jair Bolsonaro (sem partido) contra as instituições no 7 de Setembro (veja aqui), o ex-prefeito de Salvador e presidente do DEM, ACM Neto, afirmou que o partido não está discutindo o impeachment do presidente da República.

“O partido compreende que existem neste momento outras pautas que são prioritárias para o debate interno do partido e do próprio país”, disse Neto para a coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo.

A bancada do DEM na Câmara conta atualmente com 28 deputados, e dois membros do partido, Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência) e Tereza Cristina (Agricultura), são ministros.

ACM Neto afirma que Bolsonaro ultrapassou todos os limites do razoável em nas falas da última terça-feira (7) (lembre aqui), mas defende que é igualmente importante reconhecer que sua “Declaração à Nação” (saiba mais) desta quinta-feira (9) trouxe “sensação de conforto e segurança”, caso o que está nela seja real e sincero.

Sobre o grau de confiabilidade das intenções supostamente apaziguadoras contidas na nota elaborada com a ajuda de Michel Temer (MDB), ele diz que não sabe avaliar, mas que tem esperança de que se concretizem.

“Só quem pode falar o que vai acontecer é o próprio presidente. A expectativa de qualquer brasileiro que reflita com bom senso é que a carta seja uma expressão de uma postura firme a partir de agora”, diz. “Evidente que caberá ao presidente, com seus atos e palavras, confirmar ou não o que estava escrito na carta”, completa.

Na ocasião, Neto também afirmou que não acredita na possibilidade de ruptura institucional. “Honestamente, acho que nossa democracia passou por vários testes nos últimos anos, de 2014 para cá principalmente, com impeachment de uma presidente [Dilma Rousseff, PT-RS], as turbulências vividas com a Lava Jato, os episódios durante o governo Temer e a própria eleição do Bolsonaro”, inicia.

“Já passamos por muitas turbulências e as instituições continuam firmes, de pé, cumprindo seu papel. Não significa que elas não erram, na minha opinião todas têm erros e acertos. Não acredito em uma ruptura institucional. Espero que ao fim de tudo o bom senso e o respeito à Constituição prevaleçam”, completou.

Bahia Notícias – Foto: Max Haack/ Secom PMS