Adeus a Marte: SpaceX pode desistir de colonizar Planeta Vermelho

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Segundo a mídia, a SpaceX abandonou a criação de um sistema de pouso suave para a espaçonave Dragon (Dragão), o que significa a possível desistência do envio da nave a Marte em 2020 ou 2022.

“Foi muito difícil para nós tomar esta decisão. Do ponto de vista técnico, a Dragon pode fazer um pouso desse tipo, mas isso exigiria uma pista de pouso muito suave, porque nós removemos as pernas que antes deslizavam para fora do escudo térmico do ônibus espacial”, disse Elon Musk respondendo às perguntas dos jornalistas durante a conferência sobre o desenvolvimento da Estação Espacial Internacional.

Em setembro de ano passado, Elon Musk, o fundador da empresa aeroespacial SpaceX, revelou o seu ambicioso plano para colonizar Marte e construir uma cidade com mais de um milhão de habitantes no Planeta Vermelho até 2100.

O lançamento da nave Red Dragon, uma cápsula não tripulada que pode atingir Marte e pousar no Planeta Vermelho ou voltar para a Terra, deve ser o primeiro passo para a realização do sonho dele. De acordo com as previsões de Musk, a primeira cápsula deveria ser lançada em 2020 ou 2022, e a viagem tripulada deveria se realizar em meados da década seguinte, informou o portal Spacenews.

Posteriormente, o lançamento foi adiado para outra data por várias vezes. Entretanto, recentemente a SpaceX anunciou que, pelo menos formalmente, mantem o plano inicial: a Dragon realizará o primeiro voo sem tripulação a Marte em 2020, enquanto os primeiros astronautas poderão ir a Marte em meados da década seguinte.

Segundo a SpaceX, o primeiro passo para realizar o sonho de Musk deve ser a criação de uma nova versão do vaivém Dragon, que possa pousar não só na água, usando paraquedas, mas também realizar um pouso suave no solo duro, como o fazem os aceleradores do foguete Falcon 9.

De acordo com Musk, esta tarefa se tornou demasiado difícil, especialmente no contexto de segurança da tripulação. Mais do que isso, as últimas pesquisas dos engenheiros e cientistas da SpaceX mostram que essa estratégia de pouso em Marte é subótima, do ponto de vista energético e que a geração seguinte dos ônibus espaciais será baseada num sistema de pouso alternativo, energeticamente mais eficiente.

Sputnik