Reza a lenda que “só no Brasil tem jabuticaba”. Besteira. Mas algumas histórias que começam com “só no Brasil” são pra lá de verdadeiras. Querem ver?

Só no Brasil um ex-presidente condenado a mais de trinta anos de prisão, em duas instâncias, por duas vezes, por diversos crimes como lavagem de dinheiro e corrupção, consegue tocar a vida em liberdade, feliz ao lado da nova namorada, gastando o dinheiro que surrupiou, e ainda por cima, além de salário (como ex-presidente) e despesas com segurança, carros, assessores etc., torrar quase 800 mil reais, apenas entre janeiro e outubro de 2020, com mimos como diárias de hotel e passagens aéreas.

Só no Brasil uma ex-presidente impedida por crime fiscal, além de observadora passiva do maior assalto aos cofres públicos da história do País, faz jus a gastar do nosso suado cascalho, até hoje, algo como 1.6 milhão de reais em 2019, e 790 mil reais em 2020. Sem esquecer, claro, da profunda recessão em que nos meteu e dos 15 milhões de desempregados que produziu. Mas tudo bem! A estoquista de vento recebeu por isso, nos últimos quatro anos, a bagatela de 5,4 milhões de reais. Muito justo, né?

Já Fernando Collor de Mello, como outro exemplo de “só no Brasil”, que renunciou para escapar de um impeachment, “mama” até hoje perto de 1 milhão de reais por ano, apenas com as “mordox” de ex-presida. Pô! O cara não renunciou? Bem, renunciou ao cargo, hehe. Não à nossa grana. Além disso, o pobrezinho ainda enfia no bolso sei lá quantos milhares (ou milhões) como senador da República. Mas como (nem) o céu é o limite, o cara ainda é investigado no STF por corrupção, pode? Bem, no Brasil… tudo pode!

Por Ricardo Kertzman – Foto: Divulgação/ Ricardo Stuckert