Após três dias de depoimentos – e uma jornada de 12 horas no sábado -, o Senado concluiu a fase de depoimentos de testemunhas e informantes do julgamento de impeachment de Dilma Rousseff. O ponto alto da etapa final do processo, agora, virá nesta segunda-feira (29), quando a petista comparecerá pessoalmente para se defender e responder aos questionamentos dos senadores.

No fim de semana, o último a depor foi o professor de direito tributário da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Ricardo Lodi Ribeiro, que falou como informante. Ele disse que os decretos editados pela presidenta em julho e agosto de 2015 não eram considerados infração até aquela data pelo Tribunal de Contas da União, que só em outubro mudou seu entendimento.

“Não entro no mérito dessa mudança ser positiva ou negativa. Naquela momento em que foram editados os decretos, esse entendimento não existia”, disse Lodi, segundo a Agência Brasil. Antes dele, foi ouvido o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, para quem a presidente afastada não cometeu crime de responsabilidade ao editar os decretos em avaliação no processo de impeachment. Barbosa frisou que, no ano passado, o governo fez um dos maiores contingenciamentos da história.

Após o domingo de descanso, as atenções se voltam para a defesa de Dilma Rousseff, marcada para as 9h da segunda-feira. Ela terá 30 minutos para falar, prorrogáveis por mais 30. Em seguida, os advogados de cada lado e os parlamentares terão cinco minutos cada para fazer questionamentos. A presidente afastada poderá levar o tempo que quiser para responder às perguntas que desejar.

Segundo a Agência Brasil, 47 dos 81 senadores já estão inscritos para falar. Em apoio à sua pupila, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assistirá da galeria do plenário, onde, por equilíbrio, também será reservado espaço para defensores do impeachment.

Redação VN e agências*
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