A força-tarefa da Lava Jato investiga 27 obras realizadas pela Odebrecht no Brasil. Dentre elas, a Arena Fonte Nova, segundo informações do jornal Estado de São Paulo.

Há suspeitas de que o equipamento foi usado para lavagem de dinheiro. A Arena Fonte Nova foi construída pelo consórcio formado pela Odebrecht e OAS em 2010, na gestão do então governador Jaques Wagner (PT).

Em abril desse ano, o Tribunal de Contas do Estado (TCE), por maioria, decidiu que o contrato para a construção e o gerenciamento da Arena Fonte Nova era ilegal. A Corte de Contas apontou superfaturamento na obra.

Os conselheiros decidiram, por unanimidade, que o governo do estado teria 120 dias para refazer e adequar financeiramente o contrato.

Decidiram também pela aplicação de multa máxima aos então secretários da Fazenda e o do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Carlos Martins e Nilton Vasconcelos, respectivamente. Também sofreria a mesma sanção Raimundo Nonato, Bobo, que na época era diretor geral da Superintendência dos Desportos da Bahia. O procurador da época, Rui Moraes Cruz, não foi punido.

Obras
As outras obras da Odebrecht na mira da Lava Jato são Santos Drumont, presídios, metrô Barra-Gávea-Linha, linha 4 Oeste, Maracanã, reabilitação praia de Sepetiba, túnel da Grota, habitações no Complexo do Alemão, Arco Metropolitano e Usina Hidrelétrica de Simplécio – RJ; Empresa Saneamento Mairinque, linhas 2 e 4 do metrô, esgotamento Sanitário Mauá, Corredor Metropolitano de Campinas – SP ; Barragem Taquarembo, Trensurb e Porto Rio Grande – RS; Complexo Suape e Arena Pernambuco – PE; Tabuleiros Litorâneos – PI; ETE Natal – RN; Conpar – PR; Sistema Adutor Castanhã – CE; Hidrelétrica Santo Antônio – RO; e Esgotamento Sanitário – ES.

Fora do Brasil, a Odebrecht é investigada em obras nas vias de Luanda e no Aeroporto Catumbbla, em Angola.

Por Redação Bocão News