Santa Maria da Vitória, Serra do Ramalho e Poções são os três municípios que tiveram reconhecida pela Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec) a situação de emergência por causa da estiagem. A partir desta quarta-feira, 20, se somam aos 93 municípios que já constavam na lista estadual, atingindo 1.477.599 habitantes na Bahia.

Nesta segunda-feira, 19, foi divulgado pelo Ministério da Integração Nacional, em edital publicado no Diário Oficial da União (DOU), que mais oito municípios baianos de várias regiões juntaram-se aos 84 que já estavam com a situação de emergência reconhecida pela União.

Nesta etapa foram incluídos na lista os municípios de Bom Jesus da Lapa e Muquém do São Francisco, ribeirinhos do rio São Francisco, bem como Baianópolis, Barro Alto, Caem, Itatim, Tanhaçu e Luís Eduardo Magalhães (LEM).

Quebra na produção

Localizado na divisa da Bahia com Tocantins, este último teve perdas superiores a 30% sobre o que era esperado nas principais culturas, como soja, milho e algodão. A quebra na produção teve forte reflexo na economia regional, pois nas demais áreas de cerrado usadas para as lavouras também a produção foi reduzida por causa do clima.

“Tivemos chuvas muito irregulares, que levaram a uma drástica perda na produção. A decretação de emergência é uma ferramenta importante para que os produtores possam renegociar dívidas e assegurar a permanência do produtor no campo”, afirmou a presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de LEM, Carmem Missio.

Reconhecimento

De acordo com a Sudec, os 92 municípios que estão recebendo apoio federal são os mesmos que constam na lista do estado. O reconhecimento só é homologado depois que técnicos da Sudec visitam as cidades onde os prefeitos iniciaram o processo, por meio de documentos que comprovam as perdas na agropecuária e as dificuldades de abastecimento com água potável por parte da população.

Como o decreto tem validade entre 90 dias a 180 dias, os municípios que não tiveram melhoras no clima no período devem renovar o pedido ao estado e à União. A ajuda para os moradores vêm por meio da distribuição de água potável e de bolsa-safra, bem como na renegociação de dívidas de agropecuaristas com instituições bancárias, contraídas para o desenvolvimento da atividade.

Informações: A Tarde.