Em 2016, os acidentes de trânsito atingiram um déficit de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB), segundo Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), da Escola Nacional de Seguros.

Um impacto econômico que representa o valor de R$146,8 bilhões da perda da capacidade produtiva causada por acidentes que mataram mais de 33 mil pessoas e deixaram outras 28 mil com invalidez permanente.

Em sua maioria, os acidentados de trânsito atingem 90% de uma faixa etária entre 18 e 64 anos. Idade considerada produtiva e que impacta diretamente na economia do país.

Para o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego da Bahia (Abramet-BA), Antonio Meira, estes são números que exigem muita atenção. “O acidente de trânsito representa um grave problema de saúde pública, causando mortes e sequelas irreparáveis, além do imenso prejuízo financeiro para o país, explica”.
Ranking

No mundo, o Brasil está em terceiro lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, atrás apenas de países como a Índia e a China – e seguido por Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Já no Brasil, estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná lideram as estatísticas de acidentes no trânsito, segundo estudo do CPES.

Se nada for feito, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020, pulando para a quinta maior causa de mortalidade.

Bocão News