Brasil: se cobrir vira circo, mas se cercar vira hospício

O circo nacional: todo início de uma história é difícil de escrever, precisa de certo ponta pé, mas graças à criatividade do brasileiro isso ficou bem mais fácil no cenário político atual. O deputado federal Zeca Dirceu (PT) deu a alcunha de “Tchutchuca” ao então Ministro Paulo Guedes, mas vejamos, um representante do Estado virou Tchutchuca, sem contar as variadas bizarrices do atual governo, uma delas é proveniente de Damares Alves (uma não, muitas) foi ela como a Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos que aconselhou aos pais que possuem filhas a saírem do país, como se a violência fosse um dado intransponível e não combatível. O que mais agrava é que esta senhora é responsável pela pasta que deve buscar proteção à mulher; o circo não pára, não podemos esquecer Bebianno e o laranjal do PSL entre tantos outros.

O circo em Ipirá: Vamos iniciar pela Casa de Vidro da Praça do Puxa, ali nem é elefante branco, é um Boeing 747 do tamanho da presepada, não tem objetivo estrutural lógico o gasto do recurso, quiçá, tem impacto social imediato (olha que sou um amante da leitura, inclusive, quem dera-nos termos uma sociedade no estilo de Alexandre o Grande e suas bibliotecas); mas, aqui colocamos um problema muito mais sério: Casa dos Estudantes (ta lá pra cair e Marcelo nem aí), Mercado de Artes (por sinal, pode dar concessão ao meio privado aos bens culturais? É tombado? Quando feito foi com recursos Federais, Estaduais ou Municipais?)

E por fim; a mais nova: 10 milhões que o prefeito enviou a câmara como empréstimo para ser quitado em 2021 (quando ele não será mais o prefeito). Bem, acho que neste caso o circo é culpa da divulgação da idéia, na câmara não foi demonstrado nenhum plano diretório, foi tudo muito confuso e solto, como se fosse um empréstimo assim do nada, ao bel prazer do chefe de Estado. Pode parecer realmente importante esse montante à comunidade de Ipirá, mas foi muito mal divulgado, inclusive, acessória de marketing peca absurdamente com coisas simples, e Marcelo não ajuda, porque é simplesmente ir à Câmara e dialogar com a sociedade o porquê e pra quê, senão, fica parecendo menino de recado que manda bilhete às cegas. E pra piorar, na última sessão os vereadores da dita oposição saiu depois de 4 horas de discussão sem votar absolutamente nada, alegando que tinha passado das 3 horas do regimento interno. Oras! Se já sabia disto, não deixava a população ouvindo coisas desnecessárias mais de uma hora do prazo limite para votação, deram 3 horas e um minuto informa à presidência da câmara e reivindica o direito, aquilo foi a lona do circo político ipiraense. Em um momento oportuno escrevo sobre o hospício nacional e local, o texto se estendeu mais do que o planejado, como diz aquela grande filósofa brasileira: “É isso aí”.

Por Leone Costa A. com imagem de divulgação