Carnaval: Friocruz teme que Brasil vire paraíso dos antivacina

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Bahia) enviou um ofício à Comissão Especial de Acompanhamento da Retomada dos Eventos da Câmara Municipal de Salvador recomendando que o Carnaval da cidade seja realizado em um cenário em que 90% da população seja vacinada em segunda dose contra a Covid-19. A instituição também cobra restrições para quem não quiser se vacinar.

Mais cedo, o secretário de Saúde de Salvador, Léo Prates, afirmou que todo o esforço para vacinar o máximo de pessoas na capital baiana é para evitar uma nova onda de Covid-19 na cidade. No último fim de semana, a SMS mobilizou uma estrutura com capacidade para vacinar 70 mil pessoas em um dia. No entanto, somente 15 mil soteropolitanos procuraram os postos de vacinação.

O documento foi lido durante audiência pública realizada nesta terça-feira (23). No ofício, a Fundação sugere que dois cenários sejam considerados na organização do Carnaval: o primeiro com a pandemia controlada, com realização de atividades “normais” ou com agravamento da pandemia, com atividades limitadas.

“Temos trabalhado com o parâmetro de pelo menos 80% das pessoas com esquema vacinal completo para se ter maior segurança. Considerando que o carnaval é um evento de massa, com muitas aglomerações e circulação de pessoas (de outros estados e países), consideramos muito importante que a vacinação tenha avançado mais ainda, com pelo menos 90%”, escreveu a Fiocruz no ofício, que foi assinado pela Diretora do Instituto Gonçalo Moniz, Marilda de Souza Gonçalves, da Fiocruz-Bahia.

A fundação recomendou ainda que seja exigido o passaporte da vacina para que o Brasil não se torne um paraíso para negacionistas. “Seria fundamental, pois ainda há muitas pessoas não vacinadas nos EUA e Europa que podem considerar o Brasil um bom destino para os grupos antivacinas”, escreveu.

Também foi destacado que o cenário no período que antecede o Carnaval, principalmente o mês de janeiro, seria de fundamental importância na análise da realização da festa.

Durante a audiência, o vereador Claudio Tinoco destacou que a Comissão está atenta ao que ocorre em outros países. “Esperamos que o governador e o prefeito possam se reunir em breve para tratar esse assunto e que, com base nos dados apresentados pelas secretarias, possam decidir e trazer uma resposta à população sobre o Carnaval”, disse Tinoco.

Por BNews com imagem de divulgação

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