O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB) comentou, em conversa com o BNews nesta quinta-feira (20), o anúncio do bloco formado pelos partidos PSB, PDT e PCdoB na Câmara dos Deputados, que farão oposição ao governo Jair Bolsonaro (PSL) na próxima legislatura. Ele contou que as legendas já estavam conversando há algum tempo sobre a necessidade de uma atuação mais conjunta de partidos intermediários (do ponto de vista do tamanho das bancadas).

“Juntos nos transformamos num bloco de maior porte para ter espaços mais relevantes na ação política na Câmara dos Deputados. Como entramos agora no recesso e estamos nos preparando para a posse, decidimos anunciar a decisão de construir esse bloco na próxima legislatura, anunciando já esses três partidos, mas não está fechado completamente, inclusive fazemos o convite para que outros partidos possam se associar ao bloco”, avisou Daniel Almeida.

Ele disse que o PT não aderiu ao bloco porque já é um grande partido, no que se refere ao tamanho, e tem a maior bancada eleita na Câmara. “O PT tem força e espaço para uma atuação com relevância. Os partidos menores, para atingirem esse patamar, às vezes têm necessidade de formar blocos. Mas é importante ressaltar que os blocos têm que ser formados por partidos que tenham identidade política e ideológica, e achamos que esses partidos [PSB, PDT e PCdoB] têm”, avaliou o deputado.

Em resposta ao anúncio das lideranças dos partidos, Bolsonaro se manifestou pelo Twitter: “PDT, PSB e PCdoB confirmam bloco de oposição a Bolsonaro na Câmara. Se me apoiassem é que preocuparia o Brasil!”. Sobre a afirmação do futuro presidente, Almeida enfatizou que este é “o estilo de Bolsonaro de semear o ódio”.

“Acho que ele [Bolsonaro] deveria se preocupar com os problemas do Brasil, com a crise pela qual o país está enfrentando. Ele foi eleito com essa expectativa. Na medida em que ele fica tentando dar opinião sobre o funcionamento de bancadas ou de partidos, demonstra pouca estatura para dar conta dos problemas graves que o Brasil vivencia nas áreas da economia, nas políticas sociais”, criticou o parlamentar.

Por: Márcia Guimarães BNews com imagem de Gilberto Júnior/BNews