O lema/slogan de campanha política referido no título, guarda uma relação estreita e muito interessante a respeito de como é a realidade nos dias de hoje, numa sociedade em que as pessoas estão em constante interação, criando formas de comunicação alternativa e muitas vezes falando o que as mídias tradicionais não falam.

Uma breve análise a respeito do que diz, em termos objetivos, o lema/slogan mencionado, mostra o que acontece em qualquer parte do mundo, com relação à política ou a qualquer outro tipo de assunto.

Hoje é inegável o poder de comunicação que a internet confere à sociedade. Isso significa dizer que não há mais leitor, ouvinte ou telespectador passivo por conta da impossibilidade de se manifestar. Pelo contrário, só não diz algo se esta for sua opção, mas não por falta de meios para tal.

Por isso vem a calhar, mesmo com as ressalvas do marketing em jogo, a sacada do ‘É a vez e a voz do povo’. De fato, hoje se vivencia uma gigantesca comunidade de informação, crítica e conhecimento.

Há de convir, entretanto, que essa ‘comunicação alternativa’ não só merece como requer, cuidado e atenção maiores, pois são responsáveis também, por afetar de variadas formas, a imagem da entidade alvo da notícia ou informação.

É certo que, num regime democrático de governo, não há ‘máquina humana’ que consiga atender às reivindicações de todas as vozes que se manifestam. Contudo, elas existem, são em grande quantidade e devem ser administradas.

Deixar correr esse rio, sem redobrar o zelo pelo conteúdo publicado e um devido monitoramento das ações em curso, é um grande risco, simplesmente porque serão checados, questionados e colocados à prova a todo instante.

Os manuais de comunicação rezam que as ferramentas das redes sociais utilizadas, de forma eficiente, para apresentar à população obras e projetos em andamento, são as mesmas ferramentas que não podem descuidar da mobilização permanente, isso porque as informações e opiniões viralizam de forma instantânea.

Essa atenção não pode se furtar a esclarecer assuntos que estejam em discussão no momento, demonstrando a posição das autoridades responsáveis (prefeito, vereadores e secretários). Quando isso ocorre, evita-se a especulação desenfreada, pois a informação parte de fonte oficial. E esse fluxo de informações fidedignas, sustenta a credibilidade do governo junto à comunidade de forma geral.

Atentar para essas novas necessidades que a realidade impõe, sobretudo por meio da comunicação, não é partilhar da máxima do ‘deixa falar à vontade’, mas sim saber criar o diálogo, referente ao aspecto positivo e negativo. Assumir o erro, corrigi-lo, e informar isso à sociedade também faz parte do processo que ajuda a construir a relação de confiança com os meios de comunicação e a opinião pública.

Por Diogo Souza (10/05/17)