Se você responder sim, obriga-me a fazer outras perguntas: qual é o critério que você utiliza para a escolha do administrador público de Ipirá? Quais são as qualidades que um administrador público tem que ter? Quais são os defeitos que um administrador público não tem que ter? Esses questionamentos são relevantes. O candidato a administrador tem que ter noção do que é necessário e tem que fazê-lo ou não precisa ter nenhum conhecimento de causa? O candidato tem que ser honesto e capaz ou fanfarrão e desonesto? Evidente que, você tendo interesse por Ipirá não depositará sua confiança no contrário do seu critério, se você definir a capacidade não privilegiará a incapacidade.

Eu faço essas perguntas, porque o pleito de outubro-16 será muito diferente dos anteriores, não teremos três opções, infelizmente, será plebiscitário, será um Segundo Turno disfarçado com duas únicas opções; ou vai tu ou tu; ou Lé ou Cré. Haverá um rigoroso enquadramento do maniqueísmo de duas forças sem outra alternativa; é o bem ou o mal; quem faz a escolha, só escolhe o bem, o outro não-escolhido é o mal; jacu é o bom macaco é o mal; macaco é o bom jacu é o mal, pela escolha do freguês. A riqueza da sociedade é ser plural, diversificada e múltipla; quando ela é colocada na bitola exclusiva do jacu e macaco ela se foca no atraso e na esterilidade. Fica fossilizada.

Dito desta forma, lá vai uma perguntinha para os candidatíssimos Aníbal Ramos e Marcelo Brandão. Qual é a proposta dos senhores para implementar um projeto de desenvolvimento para o município de Ipirá? Os eleitores que votam com base em critérios querem saber a opinião dos senhores.

Ficar no ataque pessoal, nas ofensas, no reme-reme costumeiro de jacu e macaco não levará Ipirá a lugar algum, significa dois avestruzes metendo as cabeças em buracos para não enxergar a realidade, na mais pura demonstração de despreparo e incapacidade pessoal para tomar a frente e gerir a causa pública, preferindo o baixo e mesquinho subterfúgio da ofensa pessoal, deixando no esquecimento as questões cruciais do município, para permearem-se na abstração da coisa rasteira e inútil. Ipirá não ganha nada com isso e tem que ser respeitada.

Não adianta ficar discutindo as administrações passadas de Antônio Colonnezi contra Luis Carlos Martins, todos dois carimbados com o crivo da ficha-suja por irregularidades administrativas; com o ferro da irresponsabilidade; com a marca vergonhosa do calote no funcionalismo da prefeitura; com pouca virtude e muita falcatrua no lombo. Discutir esses dois é perder tempo; é desprezar Ipirá; é enganar a população; é enrolar o povo; é ludibriar as pessoas de boa fé; é ficar olhando no retrovisor da ineficiência e do atraso. Esse tipo de encaminhamento de debate público sobre o município é frequentemente raso, Ipirá precisa ser olhado para o presente e seu futuro.

De nada vale ficar remoendo essa prática administrativa montada pelo esquema jacu/macaco em Ipirá. Os dois estão devendo muito a Ipirá, são os responsáveis pela situação na qual Ipirá se encontra hoje. Não foram capazes de dar um salto de qualidade e botar Ipirá prá frente, num patamar de desenvolvimento efetivo.

O Matadouro de Ipirá é o exemplo clássico, a prova contundente e inquestionável da desordem e incompetência do jacu e macaco na administração desse município, mas não é só isso, são quase cinqüenta obras dessas duas farsas administrativas que não tem serventia alguma, dinheiro do povo jogado fora, por falta de planejamento, por projetos mal elaborados, por superfaturamento, mal feitas, com a irresponsabilidade que tão bem caracteriza a jacuzada e a macacada. Essa discussão de qual foi a melhor administração entre as duas oligarquias é improdutiva, nociva e absolutamente desnecessária dentro de um espírito de coisa séria. Não rende nada para Ipirá.

A pergunta que interessa à população é esta: qual é a proposta dos senhores candidatíssimos Aníbal Ramos e Marcelo Brandão para implementar o desenvolvimento do município de Ipirá? A resposta cabe aos senhores, se fosse via rádio, tempo igual para os dois, séria interessante para a população de Ipirá. Esta é uma pergunta da pauta que interessa ao povo de Ipirá. Queremos ouvi-los, estamos na escuta.

Por Agildo Barreto