sexta-feira, junho 14, 2024

Eduardo Suplicy vai à JBS ‘esclarecer’ suposta ‘mesada’ de R$ 200 mil a Marta

O deputado estadual Eduardo Suplicy (PT) foi nesta segunda-feira, 5, à sede da JBS, em São Paulo, para esclarecer a delação do ex-presidente da companhia Joesley Batista sobre o pagamento de mesadas de R$ 200 mil para a então senadora Marta Suplicy entre 2015 e 2016. A notícia foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada por Suplicy ao Estadão. Já a ex-prefeita preferiu não comentar o assunto.

O deputado estadual disse à reportagem que “é importante que o caso seja inteiramente esclarecido”, especialmente porque Marta representará o PT na disputa pela Prefeitura de São Paulo neste ano, desempenhando o papel de vice na chapa liderada pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL).

Em 2017, Joesley Batista comprometeu figuras influentes da política nacional em sua delação. Para a Justiça, o empresário alegou que Marta teria lhe pedido R$ 1 milhões para financiar campanha ao Senado em 2010. Segundo a delação, metade do valor teria sido pago por meio de doação oficial, enquanto a outra metade foi entregue em espécie.

Batista também revelou que entre 2015 e 2016 houve solicitações de doações via caixa dois para a pré-campanha de Marta à Prefeitura de São Paulo. Na delação, ele mencionou que Marta indicou seu marido, Márcio Toledo, para gerenciar a recepção dos recursos. Foram realizados, no mínimo, 15 pagamentos mensais de R$ 200 mil.

Suplicy explicou que na semana passada teve uma conversa telefônica com Batista, que o informou sobre sua presença na JBS nesta segunda-feira. O deputado estadual foi à sede da empresa para esclarecer detalhes da delação, mas não foi recebido pelo empresário. Em vez disso, um advogado o atendeu e informou que Batista não abordaria o tema devido a um acordo de confidencialidade estabelecido com a Justiça.

A assessoria de Marta Suplicy informou que ela não vai se manifestar sobre o assunto. A JBS foi procurada para comentar o assunto, porém não houve retorno. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

Estadão Conteúdo

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