domingo, outubro 18, 2026

Expansão imobiliária coloca Feira de Santana no mapa nacional; escassez de mão de obra é desafio

34

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), Eduardo Bastos, esteve em Feira de Santana para apresentar e discutir os dados mais recentes da construção civil no município, setor que vive um dos seus momentos mais pujantes e que se consolida como um dos principais motores da economia local e da geração de empregos.

Atualmente, a construção civil é um dos segmentos que mais cresce e emprega em Feira de Santana. Dados do Novo Caged mostram a força do setor na cidade: somente em fevereiro de 2026, a construção civil foi responsável pela criação de 478 novos postos de trabalho formais no município, reforçando a importância estratégica da atividade para a economia local.

Em entrevista ao Acorda Cidade, Eduardo Bastos explicou que o Sinduscon é uma entidade que existe há 74 anos, com sede em Salvador e delegacias em Feira de Santana, Vitória da Conquista e Barreiras. Com isso, ele salientou que a interiorização é um dos pilares da gestão.

“A Bahia é um estado muito grande, com economia forte em alguns municípios e a construção civil tem se destacado bastante, como é o caso aqui em Feira”.

Crescimento da geração de empregos

O presidente acredita que o aumento na geração de empregos no setor da construção civil acontece principalmente pelo déficit na área de habitação no Brasil, que recebe incentivos do governo federal e da Caixa Econômica para o programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo ele, essa é a “bandeira principal” da construção civil.

Presidente do Sinduscon-BA, Eduardo Bastos
Presidente do Sinduscon-BA, Eduardo Bastos | Foto: Paulo José/ Acorda Cidade

A construção civil tem alguns desafios, como qualquer setor produtivo e dinâmico e que cresce no nível em que a construção está crescendo no país. Eu diria que um dos maiores desafios nossos hoje é a escassez de mão de obra. A gente tem uma discussão que está todo mundo assistindo, que é a mudança da escala 6×1. Também a questão de aumento dos insumos da construção civil, que depois que começou o conflito do Oriente Médio, teve um aumento do combustível e isso puxou frete e alguns produtos como PVC, que são derivados do petróleo e alguns até justificáveis em percentuais, não tanto quanto está acontecendo, e outros tantos materiais indo por tabela na especulação. Então isso nos preocupa muito”.

Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade