Cerca de dois milhões de reais em pares de calçados com marcas falsificadas foram apreendidos no início da tarde desta segunda-feira (16) por policiais civis da Delegacia de Repressão a Furto e Roubos de Cargas (Decarga). A mercadoria foi localizada em um galpão no bairro CIS, em Feira de Santana Segundo a polícia, foi necessário usar uma carreta bitrem para transportar a mercadoria apreendida para o depósito da delegacia.

Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

O delegado Gustavo Coutinho, titular da Decarga, informou ao Acorda Cidade, que a mercadoria foi localizada após denúncias e que um grupo de advogados, que representa as marcas famosas, alvos da falsificação, está vindo para Feira de Santana. Ele informou também que os calçados foram fabricados em Nova Serrana (MG).

“Por volta do meio-dia, em desdobramento de uma operação que vem sendo realizada há mais de três meses entre a Decarga e a PRF, conseguimos encontrar dois galpões no bairro CIS abarrotados de mercadorias falsificadas, de várias marcas famosas como Nike, addidas, Fila, Mizuno e Lacoste. Esta mercadoria vinha da cidade de Nova Serrana e aqui era o grande centro de distribuição”, disse.

Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

O proprietário comercializava as mercadorias pela internet no atacado e no varejo e tinha vários funcionários.

“Ele vendia pela internet em grande quantidade. Tinha cerca de 25 funcionários, trabalhando aqui todos os dias e através de denúncias conseguimos chegar ao local. toda a mercadoria foi apreendida e ficou a disposição da justiça e dos proprietários das marcas falsificadas. Será aberto um inquérito e encaminhado para a justiça e essa mercadoria será possivelmente destruída ou reaproveitada para outras finalidades. Estima-se que tenha mais de dois milhões de reais em mercadoria falsificada. Ele abastecia a região do Feiraguai, em Feira de Santana, e em outras cidades do Nordeste”, relatou o delegado ao Acorda Cidade.

É a segunda apreensão de produtos falsificados em Feira de Santana nesta semana (veja a primeira aqui) e a quinta em três meses.

Fotos: Aldo Matos/Acorda Cidade

“Estima-se que bilhões de reais em impostos deixam de ser arrecadados todos os anos com mercadorias falsificadas. Impostos que poderiam ser usados na educação, na saúde e na segurança. Sem falar do risco que a população corre em utilizar produtos sem nenhum controle de qualidade. A mercadoria fica a disposição da justiça e serão entregues aos proprietários das marcas. Um grupo de advogados do Rio de Janeiro que representa essas marcas famosas está vindo para Feira de Santana”, concluiu.

Com informações do repórter Aldo Matos do Acorda Cidade