Felipão evita “visibilidade” a quem atacou ônibus do Palmeiras, mas diz: “Não tenho medo de bandido”

O técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, não escondeu o incômodo com o ataque sofrido pelo ônibus da delegação antes do jogo contra o Junior Barranquilla, nesta quarta-feira, na arena. O Palmeiras venceu a partida por 3 a 0.

Depois da partida, nenhum jogador se pronunciou na zona mista – o elenco foi preservado pela diretoria. Apenas Bruno Henrique foi à entrevista coletiva ao lado de Felipão, mas foi o técnico quem falou do incidente, e de maneira dura.

– Não vamos dar visibilidade a quem não merece. É por isso que eles fazem. Eles não merecem. Hoje os jogadores jogaram, se dedicaram… – completou.

O veículo foi alvo de ataque de um grupo de torcedores na Avenida Francisco Matarazzo, em frente a um shopping, a poucos metros da entrada na arena. Torcedores registraram o momento em vídeo (veja acima).

Depois do jogo, o Palmeiras recebeu reforço da polícia para deixar o estádio – havia a ameaça de novo ataque. Em nota oficial, o clube condenou o ato dos vândalos.

Depois do ataque, jogadores ficaram abalados no vestiário da arena – alguns choraram. Na chegada, aos olhos da imprensa, todos passaram com semblante fechado.

O ato acontece três dias depois da eliminação do Verdão nas semifinais do Campeonato Paulista, contra o São Paulo. Na madrugada desta quarta-feira, a sede do Palmeiras já havia sido pichada com mensagens que pediam a saída do atacante Miguel Borja e da patrocinadora e conselheira Leila Pereira.

Globo Esporte por Felipe Zito — São Paulo