Internada, paciente cega faz crochê para ajudar no sustento da família

Uma paciente do Hospital Universitário de Campo Grande (MS), internada há mais de um ano, emociona os funcionários da instituição com a sua história de superação. Ela está cega, não fala e não respira sem a ajuda de aparelhos por conta de uma doença degenerativa, mas segue fazendo tapetes de crochê para vender e ajudar no sustento da família.

Na cabeceira da cama de dona Aparecida, de 59 anos, lê-se: “Por favor, quando se aproximar diga seu nome, atenciosamente, Cida”. Ela não enxerga, mas sente a presença das pessoas e faz questão de saber quem está por perto.

Como publicado pelo G1, há 16 anos, a paciente sofre de uma doença degenerativa que atinge as mitocôndrias e não tem cura.

Vendendo tapetes de crochê, Aparecida sustenta uma filha, 4 netos e ajuda na renda dos pais.

Em uma semana, a paciente deve ser liberada para continuar o tratamento em casa. Mesmo sendo de família humilde, que tem dificuldades para fornecer os recursos dos quais ela precisa, como fraldas e material de higiene, Aparecida está otimista e só lamenta a falta que os amigos do hospital farão na sua rotina.

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