Aos poucos, a cidade de Ipirá distante 202km de Salvador, vem perdendo a sua história através da destruição e abandono do seu patrimônio histórico e cultural. O prédio da antiga prefeitura municipal que poderia abrigar o museu do município foi ao chão. Vários casarões históricos da antiga Praça da Bandeira “Praça Roberto Cintra”, Rua de Cima “Avenida César Cabral”, Campo do Gado “Praça Duque de Caxias”, Praça Lauro de Freitas “José Leão dos Santos” e do Puxa “Praça São José”, vai apagando da memória da nova geração um pouco da história dos 162 anos de emancipação política do município.

Os grandes espaços de lazer que no passado viveram o apogeu da sociedade, estão quase em ruinas ou já vieram ao chão. Podemos citar como exemplo o Clube Caboronga, o Ipiracy Tenis Clube, o Mercado de Artes, quase em ruínas e a Associação Atlética Banco do Brasil “AABB” que já foi demolida a Capela do Monte Alto, a Mata da Caboronga e por último, a Praça São José.

Muitos dessa nova geração não conheceram o Posto Puericultura, hoje “Coordenadoria de Educação”, Cemitério Velho “Hoje Colégio Maria Evangelina” o mercado de Carne e a Caixa d’água, hoje “Centro Cultural Enófilo Marques.

Lógico que a modernidade tem que existir. Porém, o patrimônio histórico cultural do município tem que ser tombado, a exemplo do casarão da Professora Hildinha e alguns outros que ainda restam. A Câmara de Vereadores tem que se atentar urgentemente para essa realidade, criando um projeto de Lei que tomba o que ainda resta da história do Camisão.

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