O polícia civil aposentado Paulo Clemente Galvão, de 59 anos, precisou participar de uma audiência judicial em que consta como réu do processo de receptação de veículo mesmo estando internado com covid-19, doença causada pelo coronavírus, no leito da emergência do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), no Distrito Federal (DF).

De acordo com a defesa do policial, o advogado Asdrubal Neto, Paulo depôs na audiência de instrução remota na Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras, que ocorreu no dia 23 de fevereiro, por determinação da Justiça do Distrito Federal, mesmo depois da parte comunicar a internação.

A decisão foi do juiz Paulo Afonso Correia Lima Siqueira, que negou o pedido do réu, alegando que, pelo fato da sessão ocorrer por meio de videoconferência “viabilizava a segurança biológica de todos os participantes do ato, sem que haja risco de contaminação”.

“Ele não conseguia nem falar direito, com dificuldade de respirar. Então, nós avisamos ao juiz, sobre o estado de saúde dele”, destacou o advogado.

O juiz Paulo Siqueira pontuou que caso a audiência fosse adiada o suposto crime poderia prescrever, visto que ocorreu em 2018. “O crime em questão teria risco concreto de extinção da punibilidade em razão da prescrição da pretensão punitiva do Estado”, escreveu o magistrado.

Por: Redação BNews com imagem do arquivo

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