Com moções de aplausos apresentada na Casa Legislativa, o deputado Jurandy Oliveira (PP) comemorou os aniversários de emancipação política dos municípios de Tucano e Monte Santo, transcorridos no último dia 21 de marco.

Homenagear Tucano “é um imenso privilégio para um parlamentar, diante da garra, altivez e força dos habitantes dessa região, que se destaca nacionalmente pela grande tradição no artesanato”, declarou Oliveira.

Com 50,8 mil habitantes, o município tem economia baseada na agricultura, pecuária e no turismo, com destaque para os distritos de Caldas do Jorro, famoso por suas águas quentes e medicinais, e Jorrinho, reconhecido “pelo sabor incomparável do bode assado”.

Quanto ao nome da cidade, o deputado conta que nas matas hoje extintas do Nordeste do Estado havia uma grande variedade de aves, dentre elas o tucano. Diz que existia uma aldeia de índios “tucanos”, o que também pode justificar o nome atribuído à região.

Também em 21 de março, mas do ano de 1837, surgia Monte Santo, então com a denominação de Vila do Coração de Jesus do Monte Santo, “sendo marcado pela fé de seus habitantes”.

O município teve o seu território desmembrado de Itapicuru e foi considerado um dos maiores da Bahia, tendo sido, inicialmente, habitado pelos índios caimbés.

Em outubro de 1775, conta Jurandy, o Capuchinho Frei Apolônio de Todd foi convidado pelo fazendeiro Francisco da Costa Torres para realizar uma missão na Fazenda Lagoa da Onça. Em virtude da grande seca, ele seguiu para o logradouro de gado denominado serra Piquaraçá, onde encontrou a Fonte da Mangueira.

O religioso “ficou impressionado” com a semelhança da serra com o Monte Calvário de Jerusalém e convidou diversos fiéis para participarem da transformação da região em um “Sacro-Monte”, erguendo cruzes de madeira e, posteriormente, construindo capelas contendo painéis representativos.

Segundo o documento legislativo, diversos fiéis, dirigindo-se para o Monte, foram atingidos por um forte furacão e o Frei pediu que invocassem o Senhor Jesus, tendo o furacão desaparecido e, logo em seguida, surgido “um esplendoroso” arco-íris, que incidiu sobre as cruzes de madeira.

“Tal aparição”, conclui o parlamentar, foi interpretada como um sinal para que fosse construída naquele local a capela de Santa Cruz, posteriormente considerada uma das mais importantes da América Latina. A partir daquele momento, o Frei pediu que a região fosse chamada de Monte Santo.

Fonte: Assembleia Legislativa da Bahia (Alba)

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