O ex-prefeito do município de Itaberaba, portal de entrada da Chapada Diamantina, João Almeida Mascarenhas Filho (PL), foi confirmado como ‘ficha suja’ e, a priori, está fora da corrida eleitoral. Isso depois da decisão do juiz eleitoral Matheus Martins Moitinho, que confirmou a inelegibilidade e acatou o pedido de impugnação de candidatura do ex-gestor.

No entanto, o político já recorreu da decisão na Justiça Eleitoral, que neste caso é o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) e não o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como publicou um site da capital, antes de corrigir o texto enviado pela própria assessoria de João Filho.

“Convicto de sua condição de disputa, João Filho vai recorrer da decisão, em recurso proposto em tribunal superior. O candidato também aproveita para agradecer as manifestações de carinho de seus eleitores. Itaberaba vai voltar a sorrir”, disse a assessoria do ex-gestor ao Bahia Notícias.

Moradores e outros candidatos contestam a continuidade das ações de campanha de João Filho, mas até que ele recorra em todas as instâncias, a decisão judicial que seguiu integralmente o parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE), não é definitiva. Divulgada no último sábado (17), a decisão judicial desarticulou todo o grupo político do ex-gestor, que é acusado de inúmeras irregularidades quando era administrador Itaberaba.

Sua defesa foi apresentada na segunda-feira (19), mas nos bastidores a conversa é que ele já articula um substituto, já que se cai o cabeça de chapa cai ainda o candidato a vice. “Se ele não puder vai colocar a irmã, que é do mesmo naipe que ele”, diz uma fonte do Jornal da Chapada que tem pé firme no grupo político de João.

Como já vinha sendo anunciado pelo Jornal da Chapada, o candidato a prefeito teve o registro de candidatura negado pela Justiça Eleitoral. A impugnação já está subscrita pelo Juiz da 42ª Zona Eleitoral, com sede em Itaberaba, e vem confirmando tudo o que este site vinha narrando há tempos. Um episódio grave narrado pelo juiz eleitoral na sentença, que gerou um prejuízo ao erário público da ordem de R$ 1.199.370,90, inclusive, rendeu a João Filho na época o apelido de ‘João do Milhão’.

Quanto à condenação pela prática de ato doloso de improbidade administrativa, no âmbito da Justiça Federal, onde foi fixada para João Filho a pena de suspensão dos direitos políticos, o juiz eleitoral sustentou como chegou à conclusão de que o ex-prefeito é ficha suja, já que o próprio desistiu do recurso interposto e permitiu o trânsito em julgado da condenação.

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