Documentos obtidos pelo Bahia Notícias mostram como funcionava um esquema de desvio de verba e enriquecimento ilícito feito na Câmara de Vereadores de Madre de Deus, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

O acordo, assinado por cinco edis, incluindo o então presidente da Câmara e atual prefeito Jeferson Andrade, condicionava a eleição da chapa vencedora para a mesa diretora da Casa Legislativa ao rateio de verbas públicas entre eles. Previa ainda a criação de cargos comissionados; comissões de 5% relativo à reforma e construção do prédio da Câmara; superfaturamento de contratos; aumento do doudécimo do Legislativo Municipal e distribuição irregular de combustível para os vereadores, dentre outros ilícitos. O acordo previa até, em caso de não cumprimento do estabelecido pelos participantes, a denúncia do esquema, como aponta o artigo 10.

As irregularidades ocorreram entre 2010 e 2012. Por conta disso, o Ministério Público do Estado (MP-BA) pediu o afastamento de Jeferson Andrade e também do então vereador Anselmo Duarte Ambrozzi; além da secretário municipal Jibson Coutinho de Jesus; chefe de Gabinete da Câmara, Adailton Cosme dos Santos e a assessora Tânia Mara Pitangueira de Jesus (veja mais aqui).

Do BN Foto: Jefferson Peixoto / Agência Haack / Bahia Notícias