sábado, maio 25, 2024

‘Marco para justiça’, diz vítima sobre prisão de Thiago Brennand no Brasil

(FOLHAPRESS) – A chegada ao Brasil do empresário Thiago Brennand, 43, extraditado e preso, é um “marco para a justiça”, diz Stefanie Cohen, miss e estudante de medicina que o acusa de estupro.

Brennand tem cinco pedidos de prisões preventivas decretadas em processos em que é suspeito de crimes, como estupro e agressões. Ele viajou aos Emirados Árabes em setembro do ano passado e era considerado foragido da Justiça.

No último sábado (29), desembarcou no aeroporto de Guarulhos, concluindo assim o processo de extradição dos Emirados Árabes.

“Eu tenho certeza que o Thiago nunca esperou que esse dia chegasse. Sempre se achou acima da lei e, quando se sentiu ameaçado, fugiu”, diz Cohen. Ela diz acreditar que, com a extradição, novas mulheres se sentirão mais segurar para denunciar Brennand.

“É um marco para justiça brasileira e para todos os agressores e estupradores que acham que não existem leis no Brasil”, diz.
Para ela, a extradição é o começo do cumprimento da justiça. “Não tenho medo, mas espero que a Justiça continue fazendo a sua parte.”

A modelo Alliny Helena Gomes denunciou Brennand por agressão dentro de uma academia de ginástica na zona oeste de São Paulo. Foi a partir da denúncia dela que ao menos 15 mulheres decidiram denunciar Brennand.

Gomes também acredita que a extradição vai encorajar outras pessoas de denunciarem o empresário. “Muitas mulheres entraram em contato conosco e não tiveram coragem de fazer o boletim de ocorrência”, afirma.

A modelo diz que é essencial que as denúncias continuem acontecendo. “Espero que ele responda pelos crimes dele, mas não há outra forma de resolver isso além de denunciar. Há vários homens como esse por aí.”

Brennand sempre se declarou inocente. Em vídeo publicado nas redes sociais no ano passado, negou os supostos crimes e disse ser alvo de perseguição.

ENTENDA OS 5 PEDIDOS DE PRISÃO CONTRA BRENNAND

Os detalhes sobre o quinto pedido ainda não foram divulgados
Após a acusação de agressão à modelo Alliny Helena Gomes, Brennand deixou o Brasil em 4 de setembro, horas antes da denúncia do Ministério Público. O órgão determinou que ele retornasse ao Brasil até 23 de setembro e entregasse o passaporte. Como não cumpriu a medida, ele teve a prisão preventiva decretada no dia 27 de setembro e tornou-se foragido. A viagem inicialmente foi para para Dubai, nos Emirados Árabes. Logo depois, no dia 17 de outubro, a Justiça decretou nova prisão contra Brennand, desta vez sob a acusação de tatuar à força e manter em cárcere privado uma mulher em Porto Feliz, no interior paulista. No dia 7 de novembro, ele teve a terceira prisão preventiva decretada pela Justiça. Na ocasião, os promotores Evelyn Moura Virginio Martins e Josmar Tassignon Júnior apresentaram denúncia contra ele por suspeita de estupro que teria ocorrido também em Porto Feliz. No dia 10 de fevereiro, o empresário teve a prisão preventiva decretada após denúncia da miss e estudante de medicina Stefanie Cohen. Ela afirma que foi estuprada por Brennand em 2021. No dia 22 de março, foi decretado o quinto pedido de prisão preventiva também por estupro. A reportagem não obteve detalhes sobre a identidade da vítima deste caso.

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