Anos antes de ser preso na megaoperação dos Estados Unidos na Venezuela, no último sábado, 3, o agora ex-presidente do país, Nicolás Maduro, foi o responsável por pagar um valor US$ 10 milhões diretamente ao marqueteiro baiano João Santana e a esposa dele, Mônica Moura.
À época, Maduro era ministro das Relações Exteriores do então presidente Hugo Chávez (1954-2013), que estava em campanha à reeleição ao Palácio de Miraflores, sede do governo do país, em 2012.
O casal foi recomendado a Chávez por políticos do PT, como o ex-deputado federal José Dirceu. O contato inicial, entretanto, foi feito diretamente por Lula. Segundo o Poder 360, os pagamentos a João e Mônica eram semanais e parcelados, feitos em dinheiro por Maduro.
Campanha de Maduro
Além da campanha de Chávez, João Santana e Mônica Moura fizeram a 1ª campanha presidencial de Nicolás Maduro em 2013.
Os sucesso das campanhas de Lula (2006) e Dilma (2010) no Brasil abriu o mercado estrangeiro para os dois, que posteriormente acabaram investigados pela Lava Jato e condenados.

Em depoimento no âmbito da operação, Mônica Moura relatou que cobrou US$ 35 milhões, mas que o valor não teria sido pago integralmente.
Ainda segundo ela, não havia contrato e tudo o que foi pago “foi em caixa 2”. As fontes do dinheiro, segundo Mônica, eram 3: os políticos venezuelanos (via Maduro) e as outras duas partes oriundas de empreiteiras.
Reversão
Mais à frente, João e Mônica conseguiram reverter os processos no Supremo Tribunal Federal (STF) — o ministro Edson Fachin anulou as condenações em 19 de dezembro de 2023.
Em 18 de junho de 2024, o ministro Dias Toffoli também anulou as provas da empreiteira Odebrecht contra Santana e Moura.
A Tarde – Foto: Yuri Cortez | AFP
















