O prefeito Marcelo Brandão confirmou, na manhã dessa sexta, 03, no programa Papo Reto, que a micareta desse ano será mesmo em novo circuito, com a concentração para saída dos trios no entorno da Coordenadoria de Educação, com direção à Anísio Dultra, avenida carinhosamente chamada de orla, e que ultimamente tem sido o point para encontros e distrações dos ipiraenses.

Até então todas as festas realizadas na cidade, com trios elétricos, faziam o circuito que interliga as Praças Duque de Caxias e a Roberto Cintra, percorrendo a avenida César Cabral.

A criação de novo circuito, ao tempo em que é uma aposta, também suscita um desafio para a nova gestão, por se tratar de uma mudança radical, e como toda mudança, está sujeita aos novos quesitos da transformação, positivos e negativos.

O Caboronga Notícias, por ser um veículo informativo, está antenado aos valores culturais do município, valores estes que a todo instante precisam ser provocados para que venham à baila.

Nesse aspecto, num exercício de rememoração, é possível lembrar de grandes figuras ilustres que fizeram a história dos antigos carnavais de rua e de salão em Ipirá, e que acabaram no ostracismo por falta de memória ou interesse dos gestores em preservar e manter viva a história deste município.

É possível citar, por exemplo, nomes que contribuíram com a rica história dos antigos carnavais de Ipirá como: Maura Cuscuz, Jonginha, Chico 20 quilos, João Tampinha, Corró, Xadú, Zé Baau, Boiô, Ascenio Galo Roco, José Leão, Roque Leão, Nena Curandeira, Euclides Plácido, Benjamin Sampaio, Geninha, Zuzú, Durvalino Santana e Zé de Ambósio. Este último, tornou-se figura símbolo do carnaval, por realizar bailes de salão e também por estar sempre nas ruas com a sua inseparável mulinha, fantasia característica dos antigos carnavais.

Os circuitos Dodô, Osmar e Batatinha em Salvador, são circuitos que homenageiam os filhos ilustres que contribuíram com a história do carnaval baiano, assim como o circuito Maneca Ferreira é uma forma também de homenagear um dos grandes nomes da história das micaretas de Feira de Santana.

Ainda sem informações mais detalhadas sobre o formato da festa, e as formas de se fazer possíveis homenagens, os nomes elencados acima talvez suscitem alguma inspiração ou contribuam para que possam, de alguma forma, ser lembrados.

Estes nomes com certeza vivem na memória de muitos cidadãos ipiraenses. Se puxar a linha do tempo, certamente ganham o status de lenda nos festejos de rua de Ipirá.

Aliás, é muito comum nessas grandes festas, a exemplo do Carnaval, a harmonização e o equilíbrio entre passado e presente, tanto para a preservação ou resgate daquilo que lá atrás marcou época nos festejos, quanto daquilo que faz o sucesso no momento.

Desse modo, aqui em Ipirá, com um passado tão rico, com figuras tão notórias no tocante à folia, e com as reiteradas falas do atual gestor a respeito do quão eram belas as festas no passado, e ainda com a insígnia de festeiro, certamente há de produzir uma centelha de brilho na micareta 2017, com um singelo reconhecimento e homenagem, não a todos, o que seria dificil, mas um registro que faça representar o que marcou esse passado tão glorioso das festas de rua em Ipirá.

Caboronga Notícias – * Colaboração Diogo Souza