Moçambique confirma novos casos de cólera após passagem do ciclone Idai

O governo de Moçambique confirmou neste sábado (30) o registro de 271 casos de cólera após a passagem do ciclone Idai. As equipes médicas diagnosticaram os novos casos na cidade portuária de Beira, a segunda maior do país e a mais afetada pela tempestade, que deixou mais de 700 mortos em três países africanos.

O cólera se espalha pela água ou comida contaminada por fezes que contenham a bactéria causadora da doença. Pacientes diagnosticados apresentam diarreias fortes e taquicardia, e podem morrer em poucas horas caso não haja tratamento.

No entanto, segundo o governo local, não houve mortes relacionadas à doença até a tarde deste sábado. As autoridades moçambicanas registram a morte de duas pessoas fora dos hospitais na sexta-feira. As vítimas apresentavam sintomas de desidratação e diarreia, mas até o momento não há a confirmação de que elas morreram por causa do cólera.

(CORREÇÃO: na publicação desta reportagem, o G1 informou incorretamente que o número de mortes por cólera em Moçambique era de 5, mas o governo não confirma o motivo das mortes. A informação foi corrigida às 17h.)

O Idai chegou a Moçambique em 14 de março com ventos de mais de 170 km/h e fortes chuvas. A tempestade danificou casas, provocou inundações e destruiu a cidade de Beira, além de causar estragos em Zimbábue e no Malaui. O número de mortos nos três países atingidos pelo ciclone chegou a 746 neste sábado.

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Cólera em Moçambique

Casos de cólera não são incomuns em Moçambique, mas, segundo autoridades de saúde do país, a crise gerada pelo ciclone Idai espalhou a doença com maior rapidez. Em crises humanitárias como a vivida em Beira, surtos podem se desenvolver rapidamente com o colapso nos sistemas de saneamento e alagamentos.

Há o temor de que novos registros de cólera se espalhem em Beira. O jornal moçambicano “O País” relata que as ruas e os mercados da cidade ainda estão cheios de lixo e sem proteção para as moscas – inclusive onde há comércio de alimento.

Ajuda humanitária

Com o desastre humanitário causado pela passagem do ciclone Idai, governos e fundações de diversos países anunciaram esforços para oferecer ajuda às populações afetadas – especialmente em Beira, onde o estrago foi maior.

Uma efetivo de 20 bombeiros de Minas Gerais que atuaram nos trabalhos de busca da tragédia de Brumadinho embarcou na noite de sexta-feira do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, para Moçambique. Eles devem chegar à cidade de Beira na tarde de domingo, e devem participar das operações por 15 dias.

Com o desastre humanitário causado pela passagem do ciclone Idai, governos e fundações de diversos países anunciaram esforços para oferecer ajuda às populações afetadas – especialmente em Beira, onde o estrago foi maior.

Uma efetivo de 20 bombeiros de Minas Gerais que atuaram nos trabalhos de busca da tragédia de Brumadinho embarcou na noite de sexta-feira do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, para Moçambique. Eles devem chegar à cidade de Beira na tarde de domingo, e devem participar das operações por 15 dias.

Por G1/ Foto: Mike Hutchings/Reuters