terça-feira, junho 25, 2024

Moradores de condomínio no Litoral Norte apontam para impacto ambiental de fábrica de pigmentos

Moradores do condomínio Parque Interlagos, localizado próximo a Arembepe, distrito de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, convivem a décadas com uma relação conturbada com a empresa Tronox.

A fábrica de pigmentos já mudou algumas vezes de nome ao longo dos mais de meio século de operação. Porém, algo que não muda é a liberação de gases e resíduos com concentração de metais pesados, o que, segundo laudos da secretaria de saúde de Camaçari, feitos em 2014, são responsáveis por um grande número de ocorrências de câncer e doenças respiratórias na comunidade de Areias, principal atingida pela emissão de substâncias tóxicas.

Um ano antes, o Ministério Público (MP) havia firmado um Termo de Ajustamendo de Conduta (TAC) com a empresa para fosse monitorada as emissões de resíduos e a instalação de barreiras hidráulicas para impedir que o lençol freático fosse contaminado.

No entanto, o acompanhamento para estar longe do ideal. A Tronox e o instituto estadual do meio-ambiente (Inema) ainda não emitiram laudos que comprovassem que o TAC estaria sendo cumprido pela empresa. A Tronox e o Inema foram notificados pelo MP, que espera, ao longo de meses, o envio da documentação.

A distância da empresa com o condomínio Interlagos preocupa os moradores. A Tronox e o residencial são separados apenas por um muro. Entre os problemas apontados pelos residentes estão a poluição do lençol freático.

Outra preocupação é com uma lagoa que fica às margens das vias de circulação do condomínio. Por conta do acúmulo de material orgânico, a agua da lagoa foi escura. No entanto, por conta da contaminação do lençol freático, a água foi clareando.

De acordo com o jornal A Tarde, um dos diretores da empresa tinha uma casa em Interlagos. Ele chegou a notificar o Centro de Recursos Ambientais (CRA), uma espécie de Inema da época. Piezômetros, equipamentos para coleta de água em grandes profundidades, foram instalados. O aparelho confirmo a acidez da água.

Por um tempo, a Tronox forneceu água tratada aos moradores do condomínio. Além disso, a empresa suspendia a produção duas vezes ao ano para evitar a concentração de gases na área do residencial.

No entanto, a assistência foi suspensa, o que levou moradores a questionar o descumprimento de alguns itens da convenção do condomínio. Os residentes ainda cobram da atual sindica uma atuação mais firme em relação à empresa e ao MP.

Na última semana, o deputado estadual Matheus Ferreira (MDB) propos que a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba)investigar a atuação da Tronox pela suspeita de contaminação do ar e do subsolo.

BNews

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