Em média cinco pessoas morreram por dia em Salvador e Região Metropolitana (RMS) no mês de outubro deste ano. No total, foram 177 casos de crimes violentos letais, um aumento de 36% se comparado a outubro de 2018.

Os dados foram coletados pelo BNews por meio do boletim diário disponibilizado no portal da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

A Região Metropolitana de Salvador (RMS) conta com 13 municípios, das quais dois se destacaram no mês de outubro: Simões Filho e Camaçari, ambos com 31 mortes violentas (média de uma morte por dia). O número corresponde a 59% dos óbitos registrados na RMS, já que no períido 52 homicídios foram registrados pela SSP-BA.

Em Salvador, o bairro que mais se destacou na quantidade de homicídios foi Sete de Abril (7), seguido por Lobato e Águas Claras – os dois com seis mortes.

O que surpreende no levantamento é que apenas 6% dos assassinatos são de mulheres, ou seja, 11 óbitos do total. Os outros 94% compreende ao sexo masculino, majoritariamente na faixa etária entre 18 a 29 anos.

A investigação também apurou o montante de tentativas de homicídio, em outubro desse ano 44 pessoas foram vítimas desse tipo de crime.

Movimento grevista

No dia 08 de outubro, teve início a suposta greve de um grupo de policiais ligado ao deputado Soldado Prisco em todo o território baiano. Embora a Polícia Militar da Bahia negasse a informação de um movimento grevista, destacando a normalidade dos serviços, a quantidade de homicídio aumentou consideravelmente em Salvador e RMS. A prova disso é que em cinco dias (entre 08 e 13 de outubro), 57 mortes foram registradas. Os dias 10 e 12 de outubro foram os que tiveram maiores notificações, com 16 e 12 ocorrências respectivamente.

Questionados sobre o aumento no número de homicídios nos períodos apontados pelo levantamento do BNews, a Secretaria da Segurança Pública esclareceu que “situações atípicas aconteceram durante a incitação de uma greve militar, por parte de uma associação”.

O órgão ainda ressaltou que “mortes violentas, na Bahia, tiveram queda de 11,9% entre janeiro e outubro de 2019”.

A reportagem indagou sobre a resolutividade dos casos e até o momento nenhum foi concluído. “Os casos referidos estão sendo investigados pela Polícia Civil e Corregedoria da PM”.

Por: Aline Reis/BNews com imagem de reprodução