Exclusivo deste blog. Estamos mostrando em primeira mão e com absoluta exclusividade o capacete do prefeito-operário de Ipirá, Marcelo Brandão. Como vocês podem observar, é um capacete novinho em folha, alvinho, limpinho, brilhante, saído da fábrica esta manhã.

Que dia o prefeito Marcelo vai tomar posse? No dia 1º. de Janeiro 17. Que dia esse capacete vai tomar posse? Quando o prefeito empossado arregaçar as mangas da camisa e entrar em campo para o trabalho.

Neste momento o capacete está em cima da escrivaninha em repouso, descansando, aguardando ansiosamente o momento de entrar em campo. Pense num sujeito que não vê a hora de sair por aí, entrando em viela e saindo em rua; subindo pela avenida e descendo escorregadio na praça! Pensou no capacete.

O capacete está aí como pau para toda obra; não tem medo de nada, navega naquele dito popular ‘o risco que corre o pau, corre o machado’, tai para o que der e vier. O capacete será o nosso guia e nossa sinaleira; quando observarmos o capacete do prefeito na cabeça do ilustríssimo, poderemos dizer sem pestanejar, o ilustríssimo está no batente, no trampo, na labuta, no atarefamento, mostrando serviço.

Quando notarmos a cabeça do prefeito sem o capacete, poderemos ir pensando que o ilustríssimo ‘tá de boa’,’sorrindo à toa’, dando paulada no lombo de jumento, enquanto o povo de Ipirá está matando cachorro à tapa, sem hospital de referência, sem UTI, sem SAMU, sem faculdade, sem escola de qualidade e o mais estarrecedor, o trabalhador sem capacete e capacete sem trabalho.

Por falar em prefeito-operário, lembrei-me do operário prefeito, o Dió, mesmo sem saber se algum dia em sua vida ele (o Dió) tenha sido operário por um dia na vida. Na verdade, perdemos um ótimo locutor para ser o prefeito do município, o Marcelo Brandão. Fico preocupado com o futuro deste município. Como vai ficar a ‘cantiga de grilo’ na rádio FM, no programa Conexão Chapada? Aí não tem outro caminho, abram o preço do horário do Conexão! Digam quanto custa!

Eu não quero nem saber se o preço é salgado, digam qual é o valor! Nem quero saber de crise, o preço que disserem vai ser pago em dobro! Eu? Eu não vou pagar nada, quem vai pagar esse negócio é o Dió. Se o Dió autorizou-me a fechar algum negócio? Não. Se o Dió passou alguma procuração para eu falar em seu nome? Não. Se o Dió manifestou algum interesse nisso? Não.

Eu vou explicar porque eu estou metendo a colher nesse angu. Brandão era locutor virou prefeito. Dió era prefeito, porque não pode virar locutor? Brandão botou sapato apertado no calo de Dió por oito anos, porque Dió não pode fungar no cangote de Brandão por quatro anos? É só uma idéia.

Com Dió sendo o âncora do Conexão Chapada! Aí, eu ia vê pardal arrancando o rabo de gavião e, nesse caso, o lema ia ser: a César o que é de César. Se o capacete ficasse molhado de suor; encardido de lama, barro e poeira; amassado e lapiado com as manobras de risco; brocado pelas propostas recebidas; aí, o Dió não iria faltar com a verdade e ia dizer ao vivo, pelas ondas da rádio FM, via Conexão Chapada: “ o capacete está trabalhando”.

Por Agildo Barreto