Uma operação conjunta realizada no Oeste da Bahia, encerrada na sexta-feira (28), resultou no resgate de 1031 animais silvestres e na apreensão de 17 armas utilizadas na caça predatória. A ação denominada Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), em sua 40ª edição, coordenada pelo Ministério Público, reuniu mais de trinta órgãos.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), com o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV/BA) e com a ONG Animallia, realizou o enfrentamento à caça, à venda e à criação ilegal de animais silvestres em Ibotirama, Ipupiara, Paratinga, Brotas de Macaúbas, Oliveira dos Brejinhos e Muquém do São Francisco.

Segundo informações da PRF, os exemplares mais comuns em cativeiro eram das espécies Cardeal, Estêvão e Papa-capim. Porém, foram encontrados também pássaros mais raros como Curió e Pintassilgo, já raros em liberdade por conta da prática da captura. Além das aves, foram resgatados dois veados, um mico, dois tatus, cinco jabutis, sete cotias e 28 caititus.

A maioria das pessoas que mantinham os animais em cativeiro efetuou a entrega voluntária aos agentes fiscalizadores. Porém, em residências e estabelecimentos em que havia características de tráfico ou maus-tratos, foram lavrados Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) pela PRF e autos de infração do IBAMA. Foram 17 TCOs e 14 autos.
Durante as incursões, os agentes apreenderam 17 espingardas utilizadas na caça predatória de animais silvestres, sendo a maioria cartucheiras e “socadeiras”.

Liberdade – Os animais resgatados foram levados para uma base em Ibotirama onde foram triados, alimentados e tratados por equipes de veterinários e biólogos do CRMV/BA e da ONG Animallia. Do total, 642 reuniam condições de serem devolvidos à natureza e foram libertados em áreas de reservas legais selecionadas pela equipe. Outros animais que não tinham condições de serem reintegrados à natureza foram enviados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Vitória da Conquista e de Porto Seguro, onde passarão por um processo de reabilitação para voltarem à liberdade.

Por Redação BNews | Fotos: Divulgação/PRF