Os testes clínicos britânicos para a candidata a vacina contra o coronavírus da AstraZeneca e da Universidade de Oxford foram retomados após a confirmação da MHRA (Autoridade Reguladora de Saúde de Medicamentos) de que era seguro fazê-lo, anunciou a empresa neste sábado.

A farmacêutica britânica anunciou no começo da semana a suspensão dos testes globais de candidata a vacina contra Covid-19 da empresa, após de surgir uma doença em um participante dos estudos no Reino Unido. O Brasil é um dos países do mundo que participa do estudo global.

Segundo o documento divulgado pela universidade, foi realizado um processo de revisão e, de acordo com as recomendações de um comitê de revisão de segurança independente e do regulador do Reino Unido, os testes poderão ser retomados.

“Globalmente, cerca de 18 mil pessoas receberam as vacinas do estudo como parte do ensaio. Em grandes ensaios como este, espera-se que alguns participantes não se sintam bem e todos os casos devem ser avaliados cuidadosamente para garantir uma avaliação cuidadosa da segurança”, diz a nota.

A universidade não divulgou informações sobre o participante do estudo que apresentou reações adversas, mas destacou que está comprometida com a segurança dos voluntários e com “os mais altos padrões de conduta”.

Além do Reino Unido, os testes estavam sendo realizados também em outros países, incluindo o Brasil. Na terça-feira, a AstraZeneca comunicou à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a interrupção dos estudos, que envolvem a Fiocruz.