Na madrugada do último domingo (17), Joaquim Pinto Barreto Filho, conhecido como Júnior, estava parado às margens de uma rodovia com o carro quebrado e o pisca alerta ligado, quando foi surpreendido por uma carreta que colidiu na traseira do seu veículo. Júnior foi atingido pelo impacto da colisão.

Socorrido por populares e encaminhado ao Hospital e Maternidade Santa Maria na cidade de Pintadas no Território da Bacia do Jacuípe, durante o atendimento, o paciente teve a perna imobilizada com papelão e atadura e mandado para casa. Segundo informações, o hospital estava em falta de material para realizar o atendimento de forma adequada e o atendimento ao paciente foi o pior possível.

Sentindo muitas dores, familiares encaminharam o paciente para outra cidade e lá, após a realização de um raio-x fora constatado que a vítima estava com duas fraturas na perna.

Esse descaso com a saúde pública aconteceu justamente no Município da deputada Neusa Cadore, onde ela após ser eleita mais uma vez deputada estadual, pretende disputar o cargo de prefeita nas próximas eleições.

Familiares indignados com a situação, procuraram a imprensa para relatar o acontecimento. “Isso só acontece porque as administrações não veem a competência dos ocupantes de cargos públicos. Simplesmente os colocam por serem seus protegidos políticos e em consequência dessas ações, a população acaba pagando pelo despreparo”. Disse um membro da família.

A assessoria de imprensa do município em contato com a redação do Caboronga Notícias, informou que o procedimento foi autorizado pela médica plantonista para facilitar um possível exame de raio-x no paciente, já que a perna imobilizada com gesso, dificultaria a visualização da imagem. Ainda segundo eles, existe material no hospital.

O responsável pela assessoria de imprensa do município não soube informar se o  paciente foi atendido em outro município por conta da família ou se por conta da Secretaria de Saúde de Pintadas.

De acordo com o relato da família, tanto o deslocamento quanto o atendimento do paciente se deu de forma particular e não pelo município. Isso é mais uma demonstração do caos em que se encontra a Saúde no Brasil e principalmente na Bahia.

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