Após a ocupação do pátio da Fábrica de Calçados Paquetá que ocorreu na manhã desta terça-feira (12), onde o Sindicato de Ipirá e representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Feira de Santana e Salvador, realizaram uma grande manifestação iniciada as 06h da manhã, solicitando reposição salarial dos funcionários e melhorias nas condições de trabalho, o ato que impediu o acesso dos funcionários a fábrica, foi encerrado por volta das 10h40 da manhã.

Segundo um dos representantes da empresa, prepostos do Sindicato usaram de termos agressivos e ofensas pessoais contra o povo gaúcho que administra a fábrica. “Tudo não passa de um movimento eleitoreiro, onde o objetivo é eleger vereadora uma representante do órgão, já que estamos em ano eleitoral. Não somos contra a greve, até porque é um direito constitucional. Só achamos que o momento é inoportuno diante da crise que o país atravessa”. Disse o representante.

Foi informado ao Caboronga Notícias que o alto comando da Paquetá continua reunido na sede da empresa no Rio Grande do Sul para decidir os destinos da fábrica, o que na pior das hipóteses poderá culminar com o fechamento da empresa, o que para Ipirá seria um golpe terrível na economia, gerando desemprego em massa, já que a unidade produtora de calçados emprega mais de duas mil pessoas.

Diversas empresas de grande porte no país estão reduzindo custos e salários, dando férias coletivas e até colocando à disposição dos seus funcionários o plano de demissão voluntária como alternativas para superarem a crise financeira.

Mesmo tendo liberado o acesso dos funcionário para retornarem ao trabalho, o Sindicato continua reunido e existe grande possibilidade de uma paralisação das atividades por tempo indeterminado programada para o início do próximo mês, caso a empresa não aceite a pauta de reivindicações estabelecida pelo Sindicato e aprovada em assembleia geral.

Caboronga Notícias com imagem via whatsapp