Apesar de o projeto que ficou conhecido como Escola Sem Partido ter avançado na comissão especial da Câmara, nesta quinta-feira (22), a votação foi adiada novamente após concessão de um pedido de vista, que dá aos deputados mais tempo para análise.

Em meio a um clima tenso entre deputados e manifestantes contrários, esta foi a nona reunião convocada pela comissão desde julho para analisar o parecer do relator, o deputado Flavinho (PSC-SP).

Como relata o ‘G1’, o encontro começou por volta das 10h40, já em meio a discussões, e durou cerca de cinco horas.

O projeto impõe normas sobre o que pode ser ensinado pelos professores nas salas de aula. O texto proíbe, por exemplo, a manifestação de posicionamentos políticos, ideológicos ou partidários e estabelece que não poderão ser discutidas questões de gênero.

Segundo a proposta, fica a cargo da família a educação religiosa, sexual e moral das crianças e adolescentes.

Os apoiadores do projeto afirmam que o objetivo é evitar o que eles chamam de “doutrinação ideológica” nas escolas, que, segundo eles, geralmente é alinhada com a esquerda.

Por outro lado, críticos afirmam que a proposta fere a liberdade de aprender e ensinar e não estimula o pensamento crítico dos estudantes.

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