Embora ainda não tenha definido a data, o governador Rui Costa já afirmou que a Bahia estará mais perto da volta às aulas, caso o número de mortes por covid-19 continue caindo (reveja aqui). No entanto, a possibilidade de retorno divide opiniões.

O Frei Cristóvão Lima, diretor de uma escola da rede particular, afirma que é a favor do retorno, mas acredita que o entendimento entre os pais e a escola devem prevalecer.

“Nesse momento, o Colégio Santo Antônio tem plena consciência da sua responsabilidade socioafetiva junto aos estudantes e aos pais, e por isso vem buscando se fazer presente na vida dos alunos através das aulas online que estão sendo oferecidas desde o mês de maio”.

Faltando pouco mais de um mês para encerrar o ano letivo, o Frei Cristóvão informou que não deveria ter decreto estadual ou municipal impositivo, mas que fosse considerado a adesão dos pais e alunos sobre o retorno das aulas presenciais dentro dos protocolos que os colégios já oferecem.

“Estamos nos esforçando para cumprir essas orientações sanitárias e o retorno às aulas neste momento deve ficar muito mais a critério dos pais com a escola, do que por uma imposição do decreto. O retorno será necessário, mas sendo agora faltando pouco mais de um mês para encerramento do ano letivo, seria considerado apenas como um teste e um parâmetro para 2021, mas volto a salientar que isso deve ficar muito mais decidido pela parte dos pais e do colégio, do que por um decreto governamental”, finalizou.

Estudante do 7º ano, Ana Luísa Araújo acredita que o ideal é deixar a retomada das aulas presenciais para o próximo ano, quando o número de casos da covid-19 estiverem menor.

“Não concordo em voltar às aulas ainda neste ano, está faltando pouco mais de um mês para finalizar o ano letivo e será bom estarmos prevenidos para o próximo ano com poucos casos e um novo ciclo na escola. Já estamos finalizando 2020 e não iria fazer tanta diferença começar em 2021, não podemos pensar apenas na educação e deixar de lado a saúde, se já tiver a vacina será ótimo para iniciar as aulas de forma mais tranquila.”

Mãe de estudante da rede particular, Larissa Santana ressalta que muitas crianças já estão sendo expostas em outros ambientes, somente as escolas permanecem fechadas. Mas pela proximidade do final do ano, prefere que as aulas retornem em 2021.

“Estou vendo várias crianças em praias, shoppings e se tiverem de pegar, vão pegar e passar para outras pessoas também. Muita gente está seguindo a risca da quarentena e tem muita gente que não, e até hoje o único local que estou vendo de portas fechadas, são as escolas, porém como já estamos no final do ano, não tem mais a necessidade de voltar presencialmente, deixa para 2021.”

A gestora da Escola Regina Vital da rede pública, Indaiara Santana, não concorda com a volta às aulas ainda neste ano, e explica que as escolas precisam está com o protocolo de retorno, garantindo assim a saúde dos alunos e servidores.

“Neste momento nós não somos favoráveis ao retorno das aulas presenciais porque nós temos que estar atentos às preocupações com relação à saúde e as garantias de que nossas unidades escolares estarão com todo protocolo de retorno assegurado para nossos alunos, professores e servidores.”

Ainda segundo a gestora, a preocupação com a vida deve ser a todo instante, além de está atento as medidas de nível nacional, estadual e municipal.

“Conforme foi se instaurando esta pandemia que está durando até os dias de hoje, nós estreitamos os laços de comunicação com os nossos alunos e com as famílias, estamos atentos às situações e garantindo as atividades direcionadas para o vínculo escola – aluno – família – comunidade, e essas atividades são para que as crianças realizem com suas famílias de modo que não envolvam diretamente a mediação do professor que a gente sabe que de forma presencial é possível ser feita”.

De acordo com Indaiara, a reorganização do calendário escolar está sendo feita em encontros de forma virtual com a coordenação pedagógica e com professores, garantindo os conteúdos para o próximo retorno, mas a unidade ainda precisa de estrutura adequada para receber todos os estudantes.

“Nesse momento, algumas escolas ainda precisam ter a garantia de pias nas dependências internas, como forma de higienização das mãos, aqui ainda não temos e precisamos fazer outras modificações para a garantia da saúde e segurança”, finalizou.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade.

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