João Batista nasceu próximo a cidade de Jerusalém. Seu pai era um sacerdote do templo, chamado Zacarias. Sua mãe foi Santa Isabel, que era prima de Maria, Mãe de Jesus. João Batista foi consagrado a Deus desde o ventre materno, até porque seu nascimento foi considerado milagroso, por causa da idade já avançada de seus pais. Em sua missão de adulto, ele pregou a conversão e o arrependimento dos pecados, através do batismo. João batizava o povo. Daí o nome João Batista, ou seja, João, aquele que batiza.

Ele foi último dos profetas. Depois dele, não houve mais nenhum profeta em Israel. João Batista era A VOZ QUE GRITAVA NO DESERTO. É justamente nesta parte do GRITAR NO DESERTO que eu visualizo AGILDO BARRETO.

Como somos de gerações diferentes mas, morávamos bastante próximos, nas minhas lembranças de infância, me recordo do seu ar misterioso, calado, voltado para uma vida intimista, tão atípica em Ipirá. Me parecia politizado, embora, naturalmente, naquele meu momento de vida, não soubesse o sentido da palavra politização.

Embora Historiador, é um homem de poucas palavras. Daí você poderia me perguntar se não escrevo paradoxos: Agildo – João Batista / Voz que clamava, gritava no deserto – homem de poucas palavras. Perdoe-me, mas se você é daqueles que pensam que gritamos com apenas com a boca, você está muito enganado. Tem gente que GRITA COM O OLHAR.
Mesmo Agildo sendo homem de poucas palavras, tem gritado há décadas em nossa cidadeatravés de seus escritos, protestos que acalentam as miríades de injustiçados e também muito incomoda os injustiçadores (neologismo).

Acho que meu único equivoco é achar que seu grito seja no deserto. Embora as mentes ipiraenses foram desertificadas não pela seca/estiagem e sim pela falta de educação, criticismo, politização, conhecimento e, principalmente, pelas perdas das boas referências e tradições (uma de suas bandeira, professor); mesmo sementes que caem entre espinhos e pedregulhos, podem germinar. Basta apenas, nobre colega professor, uma semente germinar, para a renovação da esperança.

Por mais que nosso povo seja indiferente e teimoso na indiferença, tuas sementes tem conseguido germinar, e te garanto que teu GRITO tem sido escutado. A Praça da Bandeira e outras bandeiras estão e/ou serão ASTEADAS.

NESTES DIAS EM COMEMORAÇÃO A JOÃO BATISTA – O SÃO JOÃO, NÃO HAVERIA DATA MAIS OPORTUNA PARA ESTE ARTIGO SIMBÓLICO E DE CELEBRAÇÃO, EM QUE HOMENAGEAMOS (tenho certeza que vários ipiraenses subscrevem este pensamento) O SABER E DISTINGUIMOS A AÇÃO CRIADORA DO ESPÍRITO.

Viva São João! Viva Agildo Barreto!!!

Por Ricardo Sampaio

Advogado e professor de Direito da UNEB