Durante os dias 16 a 18 de janeiro, o engenheiro agrônomo do Adapta Sertão Marcelo Bastos, junto com os técnicos do projeto, visitaram propriedades rurais, nos municípios de Ipirá, Baixa Grande, Pintadas, Capela do Alto Alegre, com o intuito de conhecer as reais situações dos pastos de alguns produtores do Território Bacia do Jacuípe, visando buscar a melhor forma para a implantação do IPF (Integração Pasto Floresta), para a recuperação do bioma caatinga através do consorciamento com o pasto.

Outro motivo da visita, foi analisar os impactos que os desmatamentos fora de controle e sem responsabilidade ambiental, que deixaram algumas áreas desertificadas parcialmente, e hoje os produtores então com uma forma diferente ver e trabalhar com o meio ambiente para mudar o cenário que suas regiões ficaram.

Segundo Marcelo, ele não imaginava ver um cenário tão precário e com um ar de desertificação.

“Fomos nas propriedades e vimos que produtores que compraram as áreas desmatadas não continuaram a derrubando as árvores, mas também não tentaram regenerar a caatinga e simplesmente deixaram em um estado de coma profundo”. Afirmou o engenheiro agrônomo.

Uma dificuldade que o IPF tem para ser implantado é o custo financeiro, e o Adapta Sertão está em busca de uma tecnologia que seja barata, pratica e eficiente, para que os agricultores e agricultoras possam ter da melhor forma os resultados do projeto.

O Modelo de Integração Pasto Floresta para o bioma Caatinga tem como objetivo ter altos índices produtivos e de resiliência climática, melhorando substancialmente a qualidade das pastagens através de ações de recuperação ou restauração, aliado ao melhoramento genético dos animais e o aumento da eficiência produtiva.

O Adapta Sertão é uma coalizão de organizações que atua no semiárido Brasileiro buscando viabilizar estratégias e tecnologias sociais para adaptação a mudança climática da agricultura familiar. Tem como foco de atuação inicial o interior da Bahia, especificamente, o Território Identidade Bacia Jacuípe e municípios vizinhos. A meta é beneficiar diretamente um mínimo de 800 famílias até 2018.

O Adapta Sertão promove o cooperativismo como forma de desenvolvimento local e aposta no empreendedorismo para fazer frente aos desafios. Sua estratégia começa pela estruturação das propriedades rurais a partir do Modulo Agroecológico Inteligente e Sustentável (MAIS), que foi cuidadosamente desenhado a partir de experimentação e observação prática visando permitir às famílias agricultoras continuar a produzir alimentos também durante as secas anuais ou no caso de uma estiagem prolongada.

O acesso ao crédito, o beneficiamento e processamento adequado dos produtos, o estímulo a comercialização são as outras vertentes trabalhadas no modelo proposto.

O Adapta Sertão coloca também a disposição da agricultura familiar os recursos da pesquisa científica e a articulação de políticas públicas de modo a aprimorar a alocação de recursos técnicos, financeiros e humanos.

Caboronga Notícias com informações e foto do Vr14.