O PT já decidiu que não vai aderir a eventual candidatura de ex-ministro da Justiça e da Defesa, Nelson Jobim, numa eleição indireta, caso o presidente Michel Temer saia do cargo. Segundo a colunista Mônica Bêrgamo, não haverá veto. O nome do ex-ministro é o mais palatável para os petistas entre os que teriam viabilidade no Congresso.

Nesta terça-feira (23), o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, defendeu publicamente Jobim como alternativa. De acordo com o jornal Estadão, a amigos, o ex-ministro tem dito que Temer tem chance de se manter no cargo se tirar o governo da paralisia e fazer com que as reformas trabalhista e da Previdência andem no Congresso. Também não vê uma solução imediata para a crise mesmo que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida cassar a chapa Dilma-Temer, pois a legislação permite uma infinidade de recursos. Mas acredita que a saída será pela política e não pelo Judiciário, segundo relatos de amigos.

Ainda segundo o jornal, Jobim também tem evitado, no momento, o papel de construtor de uma ponte entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, pois acredita que antes disso é preciso definir uma agenda comum entre os dois. O motivo para seu nome ser cogitado, segundo quem o conhece, é a facilidade de Jobim para transitar nos mais diversos e relevantes ambientes.

Filiado ao PMDB, partido de Temer, foi ministro da Justiça no governo FHC e ocupou a pasta da Defesa nas administrações petistas de Lula e Dilma. Na condição de ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Jobim transita bem no Judiciário, criou laços nas Forças Armadas depois da passagem pelo Ministério da Defesa e hoje é integrante do conselho administrativo do Banco BTG Pactual, posto que lhe abriu as portas do mercado financeiro. Além disso, Jobim foi deputado federal por três mandatos.

Por Redação BNews | Fotos: Agência Brasil