Na cidade de Santo Amaro da purificação, todos os anos é presença garantida do cantor e compositor Caetano Veloso entendendo a cidade que é uma forma de valorização do artista da terra estreitando seus vínculos afetivos com o município.

Assim é com todas as cidades que compreendem a cultura de sua terra e seus artistas como ponto de referência da cidade, forma de se perpetuar na história, de incentivo a novas gerações, valorização de suas produções e fomento de uma cultura distante das banalidades.

Causa-me espécie o fato de historicamente em Ipirá o nosso Camisão os artistas serem “valorizados” dependendo do seu voto. É muita pequenez.

Assim, mais uma vez, o maior artista musical da cidade, de nome internacional e de uma produção musical ímpar, fica de fora da maior festa da cidade. Um artista como Raimundo Sodré em perfeita produção, na ativa, reverenciado pelo país inteiro, fica de fora da festa de Ipirá sua cidade natal.

Não há como não resumir esta “cultura” governamental histórica a partir dos versos de outro grande artista Puluca Pires quando diz: “ chora, chora Ipirá; lamenta meu camisão”.

Por Welber Santos