Em todo o Brasil, diversos agentes políticos tem procurado reduzir os salários de prefeitos, vereadores, vice-prefeitos e secretários municipais.

Esta tendência de redução de salários vem crescendo vertiginosamente, tendo forte presença nos movimentos populares. A verdade é que a realidade tem mostrado que vem ocorrendo acentuada queda nas receitas, o que torna salários altos onerosos para o município, também uma falta de bom senso e humanidade, quando o povo é penalizado, sofrendo em um quadro de recessão e falta de emprego.

Em alguns locais, prefeitos tomaram a dianteira diminuindo o quadro de servidores comissionados, diminuindo secretarias e até cortando parte de seus salários.

Em Santana do Cariri (CE), município de 17 mil habitantes, a prefeita baixou Decreto reduzindo 25% do seu salário, do vice-prefeito e dos secretários municipais.

Em Arcoverde (PE), com 72 mil habitantes, a prefeita assinou Decreto reduzindo em 15% seus salário e o do vice e em 12% o dos secretários. Em Ouro Preto-MG, o prefeito decidiu pela redução de 20% em seu salário e no do vice-prefeito.

Aqui próximo, no município de Serra Preta, no último dia 13 de janeiro, o prefeito Rogério Serafim de Souza (PTN), tomou a iniciativa de divulgar os salários do Prefeito e do Primeiro Escalão, tendo enviado projeto à Câmara de Vereadores, que tem como objetivo reduzir o salário do prefeito, do vice, secretários municipais e vereadores.

O prefeito aguarda a decisão da Câmara pela aprovação do projeto. O gestor municipal ainda disse que caso a iniciativa seja reprovada pela Câmara vai acionar o jurídico. Segundo Rogério, caso o projeto seja aprovado, a sobra de recursos já tem destino certo. Será investido em ações para as diversas áreas do município, que tem sofrido com as agruras da seca, na saúde é outras áreas prioritárias.

Ainda segundo Rogério, com a redução dos salários, o prefeito pretende economizar cerca de R$ 100 mil por ano. Atualmente, o prefeito tem salário de R$ 20 mil mensais, o vice-prefeito, R$ 10 mil, os secretários, R$ 7,4 mil e o de vereadores fica em R$ 7,2 mil. Caso o projeto seja aprovado, o prefeito passará a ganhar R$ 15 mil, o vice, R$ 7,7 mil, e os secretários, R$ 5,1 mil. Não foi informado o valor para vereadores.

Por Orlando Santiago Mascarenhas

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