Os donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista, disseram em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato. A informação é do colunista do jornal “O Globo” Lauro Jardim e foi divulgada na quarta-feira (17).

Desde então, o clima é tenso em Brasília. O deputado do Rio de Janeiro, Alessandro Molon (Rede), protocolou na noite de ontem, o primeiro pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer (PMDB). A delação dos empresários foi homologada pelo ministro Luiz Edson Fachin, nesta quinta-feira (18).

Conforme o site O Antagonista apurou que Rodrigo Maia acaba de ser chamado às pressas ao Palácio do Planalto. Há, sim, a possibilidade de Michel Temer renunciar.

O Brasil pós-Michel Temer, caso o presidente seja afastado ou renuncie, é uma zona cinzenta. As duas hipóteses ganharam força após o empresário Joesley Batista acusá-lo de saber que Eduardo Cunha (PDMB-RJ) ganhava mesada dele, dono da marca JBS, para ficar em silêncio na prisão.

A eleição seria indireta, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumiria o cargo. Sabe-se esse tanto.

Especialistas divergem sobre outros pontos nevrálgicos deste pleito hipotético, já que a Constituição não especifica se as regras das eleições gerais devem valer para uma votação indireta.

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Por Redação BNews | Fotos: Reprodução