A Secretaria Municipal de Assistência Social de Ipirá, conseguiu a Internação Compulsória de “Rege”, através de ação impetrada na Justiça.

Entenda o caso:
Está de volta às ruas de Ipirá, o doente mental popularmente conhecido por Rege. Esse homem que aparenta ter de 35 a 40 anos, há pouco tempo atrás, causou pânico a crianças, senhoras e principalmente a lojistas, por causa se suas ações repentinas, quando em determinados momentos tirava a roupa e caminhava nu com gestos obscenos, causando transtornos a todas as pessoas que presenciavam a cena perplexos, sem saber como agir.

“Esperamos que as Secretarias de Assistência Social e Saúde tomem uma providência sobre o caso Rege para evitar que algo mais grave possa acontecer, já que é um caso de saúde pública e ninguém pode prever a reação de doente mental”. Disse uma senhora que não quis se identificar.

Após o internamento do paciente, a secretária de Assistência Social, emitiu à redação do Caboronga Notícias a seguinte nota:

O Sr. Reginaldo Santos de Almeida, popularmente conhecido como “Rege”, encontra-se internado compulsoriamente no Hospital Especializado Lopes Rodrigues, no município de Feira de Santana/BA, medida alcançada após Requerimento Formal ao Ministério Público da Bahia – Sede Ipirá pelo Jurídico da Assistência Social do Município.

Após Requerimento e Relatórios Especializados das Equipes CREAS e CAPS Ipirá, o Ministério Público ingressou com Ação de Internação Compulsória com Pedido de Medida Liminar, baseada na Lei 10.216/2001 (Lei Federal da Psiquiatria), que prontamente foi analisada e deferida pelo Tribunal de Justiça da Bahia, na pessoa da Dra. Juíza Luciana Braga Falcão Luna.

O paciente e assistido possui quadro de abandono familiar, vez que, possui 10 (dez) irmãos, todavia, nenhum destes se responsabilizam pelo mesmo. Neste internamento compulsório não fora necessário autorização familiar, pois, depende apenas de decisão judicial, desde que haja relatório medico e social que comprove impossibilidade física e psíquica de se prover, que é o caso de “Rege”.

Por ser uma Medida Provisória, outras providências já vêm sendo tomadas pela Assistência Social para que os transtornos com Reginaldo não voltem a acontecer, como por exemplo, a habilitação para andamento de processos civis e criminais do mesmo que encontravam-se parados desde 2015. Além de continuar acompanhando a família do assistido afim de garantir uma futura reinserção familiar e social.

Ainda, a Secretaria Municipal de Saúde estará articulando meios de internação e tratamento Municipal para “Rege” no seu território de origem para o pós-tratamento.

Caboronga Notícias com informações de Denise Freitas, secretária de Assistência Social