A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou, na noite desta terça-feira (14), sem acordo, a urgência para votar o plano de carreira dos policiais militares. A bancada de governo não aceitou o pedido da oposição, que classificou a manobra como “arbitrária”.

“Esse projeto precisa ser votado até quinta-feira, dia 16. Se não for votado, perde o efeito para a Polícia Militar. Eles votaram uma urgência que só vai permitir a votação desse projeto no dia 18 e eu não entendi a perda de tempo. Não sei nem como definir isso. É mais uma maluquice perpetrada nessa Casa”, declarou o líder de oposição na Casa, Targino Machado (DEM), ao BNews.

O projeto que a oposição concordava em pautar era o 23.686/2019, que se refere a alterações no Estatuto do Magistério Público do Ensino Fundamental e Médio da Bahia. “Esse projeto dos professores eu já tinha defendido com a bancada de oposição que votaríamos amanhã. Mas avisei ao líder que se ele fizesse esse ato arbitrário, fecharia as portas para um acordo. E nada poderia ser votado sem o consentimento da oposição na Casa, sem a dispensa de formalidade”, completou.

A proposta custará R$ 100 milhões ao Estado e vai melhorar a remuneração dos PMs, além de dar melhor condição para a ascensão a cargos superiores. O líder governista, Rosemberg Pinto (PT), afirmou que o projeto dos militares “amplia a possibilidade dos soldados de ascender a cargos, inclusive, específicos hoje de oficiais”. “Mas há um debate interno dentro da corporação que parece transformar um projeto positivo em negativo”, avalia. “Espero que amanhã a gente possa votar por acordo esse projeto dos professores”.

Mais cedo, associações que representam policiais militares e bombeiros enviaram uma contraproposta ao governador Rui Costa, encaminhada por Rosemberg, sobre a alteração da estrutura de carreira das categorias.

 Por: Juliana Nobre e Henrique Brinco/BNews com imagem de divulgação