Sem restrição pela vida em Ipirá

A prefeitura de Ipirá baixou um decreto de “lockdown” na cidade por cinco dias. Começa a partir da próxima quinta-feira, 20 de maio. Pelo que se sabe, este decreto é fruto de uma decisão do comitê da Covid-19 da cidade, composto por representantes da sociedade civil, da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da própria prefeitura. Eles analisaram a situação em que se encontra o município diante da pandemia e fizeram esta indicação ao executivo municipal.

Além de Ipirá já chegar a 2.334 casos confirmados e 38 óbitos por coronavírus nesta terça-feira, dia 18 de maio, o cenário que nos encontramos no estado é esse abaixo, segundo a secretaria da saúde (Sesab):

Bahia: 961.157 casos confirmados de Covid-19, com 20.054 mortes pela doença [ou seja, passamos de 20 mil mortos no estado].

Até as 19h30 desta terça, a taxa de ocupação na rede pública de todo o estado em UTI/adulto era de 85% e a de UTI pediátrica, 67%.

No caso de UTIs da rede pública de cidades próximas a Ipirá, a situação também não é confortável:

Em Feira de Santana, a média era 85% de ocupação de UTI adulto, distribuídas pelo Clériston Andrade, Hospital de Campanha Covid-19 e Hospital da Criança [tem cinco leitos de UTI adulto lá também].

Em Itaberaba, a taxa era de 100% de ocupação de UTI adulto, ou seja, todos os 20 leitos de UTI do Hospital da Chapada estavam ocupados.

No caso do Brasil, segundo o Ministério da Saúde, nesta terça foram registrados mais 75.445 casos de Covid-19 e mais 2.513 novos óbitos. Ao todo, o país já tem 15.732.836 de casos confirmados com 439.050 mortes.

O momento exige muita cautela e serenidade para enfrentarmos juntos esta pandemia. Compreendemos perfeitamente a reivindicação do grupo de comerciantes, mas uma medida dessa é mais que necessária. É urgente. Ainda mais quando esta é tomada à luz da ciência, quando afirma que o isolamento social é uma das ações mais eficazes no combate à Covid-19 enquanto a maioria da população não estiver vacinada.

Neste sentido, solicitamos a toda população, comerciantes e empresários, incluídos, que nos sensibilizemos juntos em um ato de solidariedade coletiva. Por mais amarga que esta medida seja, tudo vai passar.

Vamos fazer este pacto pela vida de cada cidadão e cidadã deste município.

Por Binho de Vavazinho