Fora do cenário político, o ex-governador Paulo Souto (DEM), hoje secretário da Fazenda de Salvador, volta à cena nesta segunda-feira e quebra o silêncio para defender sua atuação enquanto gestor, após críticas do governador Rui Costa (PT).

Rui disse não saber aonde foi parar o valor de R$ 1,7 bilhão da privatização da Coelba feita pelo ex-governador Paulo Souto (DEM). O objetivo seria criar um fundo previdenciário. “Boa pergunta. Certamente, não foi parar na Previdência”, declarou o petista em entrevista à rádio Metrópole.

Na réplica, o ex-governador disparou que o déficit previdênciario do governo petista é maior que o existente. Conforme ele, além dos R$ 4 bilhões divulgados, há outro nas contas do estado: R$ 100 bilhões de rombo atuarial.

Aliado a isso, de acordo com Souto, o recurso da venda da Coelba foi aplicado em obras “extremamente” importantes e visíveis. Mais além, Souto afirmou que quando se privatizou a empresa não existia obrigatoriedade que o recurso fosse para a previdência e ele teve atitude pioneira quando aplicou o montante em um fundo de capitalização.

“Eu era governador e tive uma atitude pioneira. Coloquei R$ 400 milhões para a capitalização de um fundo. Quando se pergunta para onde foi, eu quero dizer que apliquei em coisas visíveis e extremamente importantes, toda rede das escolas Luís Eduardo Magalhães, milhares de KM de estradas, aeroportos no interior. Portos para atração de indústrias, infraestrutura para atração de outras atividades industriais”, rebateu.

Por: Fernanda Chagas com foto de Roberto Viana/Arquivo/BNews