Enquanto a Polícia Federal (PF) se debruça sobre a Operação Carne Fraca para combater corrupção de agentes públicos federais e crimes contra Saúde Pública, onde a Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás “atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público”, essa triste realidade não está muito distante de nós.

Trafegando pela rodovia BA 052 Estrada do Feijão, na manhã desta quinta-feira (06), a nossa reportagem flagrou uma caminhonete que trafegava sentido Ipirá, conduzindo na carroceria e sem qualquer proteção, carne misturada com vísceras, couro e cabeça do animal abatido de forma clandestina. Ao perceber que estava sendo fotografado, o motorista acelerou o veículo, ultrapassando em faixa continua, dois caminhões guindaste que estava seguindo o mesmo trajeto.

O matadouro de Ipirá, localizado às margens dessa mesma rodovia, começou a ser construído no ano de 1995, já consumiu rios de dinheiro e até então, nunca abateu sequer uma cabeça de gado nesse matadouro que também poderia ser utilizado para o abate de animais da região, já que o matadouro de Baixa Grande foi interditado pelo Ministério Público e a câmara fria que fica ao lado do mercado de carne do município, parou de funcionar for falta de manutenção.

Em caso de crise e dos poucos recursos destinados a Saúde pública através do Sistema Único de saúde “SUS”, a cossa população continua a mercê da sorte comprando para consumo, carde de procedência duvidosa.

O que se espera é que a ADAB juntamente com a Vigilância Sanitária destes municípios, intensifique a fiscalização contra o abate clandestino e que, também, a população possa colaborar fiscalizando e denunciando essa prática abusiva.

Caboronga Notícias